Window of Time
Não a Fotografia como Arte claro, mas os dias da fotografia impressa em papel já passaram há historia. Isto pode parecer um bocado radical, mas já é uma realidade nos dias de hoje. A chamada “fine art” deixará de ser impressa no melhor papel e passará para os ecrãs de plasma ou similares. O lado mais visível deste novo status é a moldura digital. Nos tempos que se avizinham o trabalho do fotógrafo poderá interagir com várias tecnologias e ser visto no ambiente que os seus consumidores preferirem. Se for caso disso, o fotógrafo poderá inclusive permitir, que o seu trabalho tenha a configuração que mais agrada àquele que o adquiriu. A fotografia on-line já circula em diferentes formas há alguns anos, e algumas ideias e experiências interessantes surgiram, neste ambiente que se criou entre o fotógrafo e o consumidor, ou observador de fotografia. O observador transforma-se num artista? Porque não? A arte fotográfica é cada vez mais digitalizada, e existe uma plataforma virtual que está para alem da fotografia. Na vez de um suporte em papel de 10x15 (por exemplo), a foto passa a ser uma tela virtual que atravessa vários continentes. È expectável que surja um mercado que explore esta nova realidade. Com tudo isto, não é possível que a fotografia enquanto peça de arte, perca o seu valor? A cópia numerada e emoldurada, de uma determinada foto não verá, o seu preço baixar abruptamente? Os fotógrafos não ficarão ainda mais “pobres” do que já estão? Tudo isso é possível, mas é um facto que a revolução já chegou, e quanto mais depressa tivermos consciência desse facto melhor. Pode-se argumentar contra tudo isto que, a Arte da Fotografia tem um determinado apelo físico, que passa pela exigente escolha do papel e do seu tamanho, bem como da moldura, e termina, numa aproximação física e emocional, da imagem com o seu proprietário. Bom, é como hoje em dia, alguns hão-de preferir continuar a imprimir em papel, assim como há quem prefira trabalhar em filme. Seja como for, estas duas opções tornar-se-ão num nicho de mercado, na melhor das hipóteses. Para terminar; pessoalmente, tenho centenas de fotos on-line, em diversos sites, e neste mesmo Blogue. Tirando algumas pequenas cópias em 10x15, que fiz para testar uma impressora, não tenho uma única foto em papel digna desse nome. E sabem que mais? Não vejo mal nenhum nisso, nem lhe sinto a falta. Seja como for, o importante é que, quem se interesse por fotografia, saiba quais são as tendências desta arte, e com que linhas é que se cose. O resto é acessório, se trabalha em filme ou digital, se fotografa para um determinado nicho ou para um mercado mais vasto, é da conta de cada um. Se possível, faça é aquilo de que gosta, de preferência a Arte da Fotografia. OPV




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