Página Inicial Data de criação : 07/12/04 Última actualização : 08/11/28 20:28 / 191 Artigos publicados

Photognose

Paradoxo Rex  (Photognose) Inserido Tuesday 12 August 2008 22:08

Big computer   

È bastante estranho que a religião (qualquer uma) desresponsabilize os seus crentes em relação a este mundo, mas é ainda mais estranho que o materialismo contemporâneo faça exactamente o mesmo. Construímos casas como se vivêssemos para sempre, e comemos como se fossemos morrer amanhã. Embora o mundo seja muito grande e esteja carregado de mistérios, há algumas coisas que são realmente intrigantes.

Porque reproduzimos continuamente a mesma “realidade”?

Porque continuamos a ter os mesmos (hoje em dia cada vez menos) relacionamentos?

Porque nos mantemos no mesmo (actualmente isto já não é bem assim) trabalho ou emprego repetidamente?    

No numero infinito de possibilidades que nos cerca, porque é que optamos sempre (ou quase sempre) pelas mesmas soluções?

Tudo isto é possível, porque, estamos bem treinados (domesticados) na nossa rotina, tão condicionados á forma como os “outros” gerem as nossas vidas, que até pensamos que temos controle sobre ela e somos senhores do nosso destino. Entre formar um aluno no ensino superior, e treinar um cão pastor alemão, há algumas diferenças, mas no fim os resultados são os mesmos. Cá fora, na vida real, o “Sr. doutor” também ladra, dá a pata, rebola, dá ao rabo, e ataca quando o dono (patrão) manda. Se não, tal como o cão, é abandonado (desempregado) ou abatido aos efectivos. Também como o cão, 90% dos estudantes do ensino superior, quer é segurança (dono). Ou seja, quer um emprego que lhe garanta as regalias a que tem direito (acha ele) por ter esturricado os miolos a estudar (ou a tomar shots). Porquê? Porque essa história de iniciativa privada, ou simplesmente arriscar naquilo em que se acredita (se é que se acredita em alguma coisa) é muito arriscada, e fica reservada para os outros 10%. Parece cruel esta análise? Pois é, mas a vida também não é fácil para os pastores alemães. Chegamos á altura da pergunta sacramental; e o que tem tudo isto a ver com a Fotografia? Já sabem a resposta, tudo. Tudo, porque o fotógrafo que se limita a fazer aquilo que lhe ensinaram, e tem pavor de quebrar as regras, é como o cão amestrado. Mesmo que tenha tirado um curso superior de fotografia (seja lá isso o que for), se limitar a sua liberdade criativa em favor da segurança académica, pode fazer umas habilidades, e até ladrar alto, mas nunca criará uma linguagem própria. No ensino, em qualquer ensino, somos condicionados a acreditar que o mundo externo é mais real do que o interno. Pois bem, não acreditem, ou pelo menos duvidem. O que acontece “dentro” de nós é que vai criar o que acontece lá “fora”. Alguém tem de pensar na cadeira antes de a construir, e certamente também, antes de se sentar nela. Tudo, mas mesmo tudo o que nos rodeia e que o homem criou, foi pensado antes de ser executado. Quando não foi assim, deu para o torto. Por tudo isto, pense a sua Fotografia como sendo sua e não daqueles que a vão ver (se é que alguém a vai ver). Se pensar o contrario, dá para o torto.

PS: - Se estivesse bem treinado, (mas chumbei no teste do rebolar) deveria pedir desculpa aos estudantes que me lêem, mas penso que não é necessário, primeiro; porque isto é pura ficção cínica (não cientifica), segundo; realmente, se algum o faz, quer-me parecer que pertence aos tais 10%. OPV           

 

 

 

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Espelho magico  (Photognose) Inserido Monday 11 August 2008 21:44

Magic mirror

Devemos questionar o que é real ou não, incluindo nós próprios? Bom, para começar, sabemos que somos bombardeados com quantidades enormes de informação que é processada pelos nossos órgãos sensoriais, e a cada segundo grandes doses dessa mesma informação vai sendo descartada. Finalmente a consciência fica com aquilo que serve melhor a pessoa. O que muita gente não sabe é que; o cérebro processa cerca de 500 biliões de bits de informação por segundo, mas (felizmente) só temos conhecimento de aproximadamente 3.000 bits. E estes 3.000 são sobre o que está á nossa volta, o nosso corpo e o tempo. Uma boa analogia é que vivemos num universo em que só vemos a ponta do iceberg. O que quer isto dizer? È que a “realidade” está a acontecer a todo o momento no cérebro, mas nós não a entendemos ou absorvemos na totalidade. O olho é como a lente, mas realmente o que está vendo é a parte de trás do cérebro. O córtex visual. É exactamente como a sua câmara digital, é a lente que capta a acção mas é o sensor que o transforma em imagem. Por outro lado, nós criamos a realidade, mas também criamos as máquinas que produzem “realidade” que afectam a nossa existência constantemente. Se estamos ou não vivendo num enorme mundo virtual, é uma pergunta sem uma resposta concreta. No entanto é bem possível que tudo isto seja uma grande ilusão da qual não conseguimos escapar para a verdadeira realidade. A verdade é que o cérebro não distingue o que está a acontecer “lá fora” do que acontece “cá dentro”. Provavelmente não existe um “lá fora” independente do que acontece na sua mente. Algumas das melhores fotografias que já fiz, realizei-as sem máquina. Calma, embora pareça, ainda não estou louco. Eu explico; já estiveram naquela situação em que nos deparáramos com uma determinada cena, e pensamos; porra, isto dava uma óptima foto, é pena não ter a maquina comigo? Nessas ocasiões, mesmo sem maquina eu faço a foto. Como? Enquadro a imagem atribuo-lhe cor, (ou não) e gravo-a na memória. Até hoje lembro-me de todas as “fotos importantes” que fiz assim. Verdade seja dita que não são muitas, mas aquelas que me impressionaram, eu não as esqueço. O mesmo se passa com todos os que me lêem, mas a maior parte não tem consciência do processo. As imagens que ficam na memória das pessoas, se não passarem por este “processo fotográfico” consciente, quedam-se numa espécie de banho-maria, onde se confundem com o resto do caldo visual onde marina o nosso cérebro. Quem é que disse que todas as fotos tem de passar para o papel ou para o ecrã do computador? Seja como for, a fotografia é omnipresente naquilo que nos rodeia, só nos resta concretiza-la, esteja ela “fora” ou “dentro”. OPV       

 

 

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Geração Rabbit  (Photognose) Inserido Saturday 09 August 2008 21:20

They exist!

Estamos a viver tempos em que o conhecimento e a energia mental estão a circular freneticamente. Há umas décadas atrás os conhecimentos esotéricos eram adquiridos em escolas iniciáticas e os livros não eram fáceis de encontrar. Quem tivesse sede de conhecimento e quisesse informação, tinha de a procurar e estudar. Assim, normalmente o “aluno” tinha fibra, disciplina e dava valor àquilo que aprendia. Nos dias de hoje a informação, (deturpada) é impingida á juventude (e não só) inserida num contexto leviano, quer seja em jogos de computador, sites de ocultismo, lojas místicas ou astrólogas de estúdios de televisão. Há milhares de livros de auto ajuda e de magia, para não falar dos cultos satânicos de adolescentes que coleccionam nomes de “demónios”, mas cujo objectivo maior é impressionar as coleguinhas da escola. O sucesso planetário de Harry Potter não é por acaso. No entanto não deixa de ter um aviso; brincar coma “magia” é divertido mas pode ter consequências.     

Todavia há uma corrente ocultista que afirma o seguinte; “ os jovens que compõe a geração actual, são nada mais, nada menos do que espíritos transgressores, que não se redimiram em centenas de encarnações, procurando sempre o poder aqui na Terra através de magia, do saber, da força. São o lixo da Terra encarnado”. Não é nada meiga, esta corrente. Mas não ficamos por aqui; os Maias já previam tudo isto nas suas profecias e há um guru que afirma o seguinte;” Em contrapartida, existe uma nova leva de humanos, alguns já com 12 a 15 anos, que não parecem ser deste mundo ou espíritos da Terra. São facilmente reconhecidos por terem os olhos... digamos... diferentes. As pupilas são grandes, com olhar curioso e inocente, em tudo parecido como os olhos de um coelho. Vivem perscrutando o ambiente em busca de saber de tudo o que se passa e, ao mesmo tempo, transmitem uma segurança, austeridade e experiência de uma alma que já viveu milénios. Como é que isto é possível? Inocência e experiência não costumam caminhar juntas na evolução humana... o meu palpite é de que não sejam humanos. Já tive a oportunidade de encontrar duas meninas assim, e confesso que me deixaram nervoso”. Pudera, qualquer um fica nervoso só de ler isto. Mas afinal toda esta conversa para quê, e o que tem tudo isto a ver com a Fotografia? Tem tudo, porque numa analogia com a “magia” a tecnologia digital dá a possibilidade a todos de fazerem “magia”, neste caso fotográfica. Tudo parece fácil e fluido, desabrocham fotógrafos como cogumelos mágicos, o Photoshop substitui a bola de cristal, e a varinha magica tem pelo menos 8 milhões de pixels. Mas os resultados? São os mesmos que obtêm o aprendiz de feiticeiro, alguns efeitos espectaculares, mas consistência conceptual, niqueles. A lição é clara, tanto na “magia” como na Fotografia, não chega querer, é preciso saber. Se o “guru” tiver razão acerca desta nova geração, então teremos aí uma fornada de autênticos “mestres”. A ver vamos, mas entretanto não embarquem em “histórias”, estudem, pratiquem fotografia e sobretudo eduquem o olhar, mesmo que tenham olhos de coelho. OPV  

 

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O Universo é mesmo um computador.  (Photognose) Inserido Friday 01 August 2008 21:01

Coffee smell

 Em 1868 Thomas H. Huxley diz o seguinte; o tabuleiro de xadrez é o mundo; as peças são os fenómenos do Universo; as regras do jogo são o que chamamos Leis da Natureza. O jogador no outro lado está oculto de nós. Já abordei este tema que acho fascinante e incontornável. E se tudo o que vemos for apenas uma simulação de computador? O filme Matrix aborda esta ideia com a ajuda de espectaculares efeitos visuais criados precisamente por computadores. Estes efeitos parecem incrivelmente reais. Mas o que me intriga mesmo é que existem abordagens cientificamente sérias que sugerem que todo o Universo, incluindo nós mesmos, seja essencialmente o trabalho de um grande computador. Voltemos á metáfora do xadrez de Huxley. Esqueça as peças e fique apenas com o tabuleiro. “Cada casa do tabuleiro é uma célula, e cada uma destas células pode ser branca ou preta. Agora, a cor destas células não depende mais do padrão monótono e fixo do xadrez, mas pode mudar de acordo com regras simples implementadas dentro de cada uma delas. Estas regras são executadas em todas as células simultaneamente, toda vez que um relógio bate. O tabuleiro transforma-se assim num autómato celular”. “Cada célula deste autómato pode, por exemplo, ter o seguinte conjunto de regras: se houver três células imediatamente vizinhas brancas, ela deve ficar ou continuar branca. Se houver duas células vizinhas brancas, sua cor não deve mudar. Se houver menos de duas ou mais de três vizinhas brancas, deve ficar ou continuar preta. E isso é tudo. Se leu essas regras, deve ter percebido que elas são muito simples. Mas a partir delas, executadas em cada célula deste autómato, uma ordem incrível de complexidade pode surgir”. O mundo pode parecer contínuo, analógico em muitos aspectos: basta olhar para o arco-íris que parece variar suas cores continuamente. Mas apenas parece. No mundo do infinitamente pequeno, regido pelas leis da física quântica, o infinitamente pequeno pode simplesmente não existir. Até mesmo o tempo e o espaço podem não ser contínuos: existirá uma quantidade mínima de tempo e espaço passível de ser medida, e possivelmente, de acontecer no nosso Universo. E um Universo em que tempo e espaço ocorrem aos impulsos é justamente o universo dos autómatos celulares. O padrão de pigmentação em conchas, nas asas da borboleta, nas árvores e muitos outros sítios pode ser reproduzido por autómatos celulares com regras definidas. Isto evidencia processos de computação que já ocorrem na natureza. Caso o Universo seja um computador funcionando em algum lugar, nós podemos estar igualmente certos de que onde quer seja, não é neste Universo: o lugar onde o nosso Universo estará é o Outro.
Podemos saber pouco sobre o Outro. Uma vez que contém algo que é responsável por nosso Universo, e como nosso Universo pode criar computadores universais, então o Outro é certamente capaz de produzir computadores universais. Além disso, se as leis físicas que conhecemos são resultado de regras em um autómato celular, podem existir muitas outras regras, muitos outros universos. E todos eles podem estar contidos no Outro, que por sua vez pode ter leis físicas imponderáveis a nós. Estudar nosso Universo não diz muito mais do que isso sobre o Outro. Por tudo isto e muito mais, é provável que todas as fotos que já tirou e que vai tirar, já estejam feitas, algures, num espaço-tempo incompreensível para si neste preciso momento. Resumindo, se o ser humano enquanto fotógrafo está programado para “fazer” ao longo da sua vida 66.606 fotos, pode ter a certeza que não vai fazer nem mais nem menos uma. O mais alarmante é que, se isto acontece em relação ao número de fotos, é muitíssimo provável que também aconteça em relação aos temas dessas mesmas fotos. Enfim, o fotógrafo não passa de mais uma máquina que segura e espreita por outra máquina. OPV
 

 

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Você já é um Cyborg?  (Photognose) Inserido Thursday 31 July 2008 21:25

Nestes tempos modernos, o “corpo – maquina” da era industrial, vai ficando obsoleto; começa a surgir então o estranho “corpo – informação” da sociedade pós industrial. Se um indivíduo não sabe que tipo de criatura é nestes tempos conturbados, o “teste” abaixo pode ajudar.

Responda “sim” ou “não” ás seguintes perguntas.

1- Você é dependente da tecnologia a um tal ponto que não se imagina a sobreviver sem ela?

2- Rejeitaria voluntariamente um estilo de vida livre de toda e qualquer a tecnologia mesmo que pudesse continuar a viver com ela?

3- Ficaria embaraçado e desumanizado (não confundir com pudor) se alguém removesse a sua cobertura artificial (roupas) e expusesse o seu corpo biológico em publico?

4- Considera o seu deposito bancário (supondo que tem algum) como um recurso pessoal mais importante de que as suas capacidades pessoais?

5- Recebe a maior parte do seu conhecimento acerca do mundo através de linguagem artificial e simbólica ou através de experiências sensoriais e naturais?  

6- Dá mais valor ás capacidades técnicas e manipuladoras de tecnologia informatizada do que ás qualidades primárias e biológicas das pessoas?

7- Passa mais tempo a pensar e a falar as suas posses “externas” e “acessórios” do que das suas qualidades “internas”?

Se respondeu sim a quatro ou mais perguntas, para o melhor e para o pior, você já é um Cyborg. OPV  

 

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