Página Inicial Data de criação : 07/12/04 / Última actualização : 08/08/27 21:21 / 158 Artigos publicados

Ilusão total  Inserido Tuesday 26 August 2008 20:25

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Ilusão total

Surrealistic acupuncture     

Uma recente descoberta cientifica interessante, é a de que; apesar de o processo visual dos seres humanos, ser como uma sucessão de fotogramas, todos nós vemos o movimento sem falhas. O tal “muro visual”, lembram-se? Praticamente como no cinema, onde as linhas negras ente os fotogramas não são visíveis. Movendo os olhos, não vemos a imagem arrastada, porque o cérebro tem um sistema que desactiva os impulsos do nervo óptico enquanto os olhos se movimentam. Este mecanismo de compensação, torna a pessoa cega pelo menos 10% do tempo que passa acordada. Isto porque na prática, o cérebro não recebe informação visual quando os olhos se movem de um ponto para o outro. Fantástica descoberta. A máxima de “ver para crer” já era. O melhor é cheirar para não duvidar, ou apalpar para confirmar. Brincadeiras á parte, esta é mais uma acha para a fogueira, da “realidade virtual” em que vivemos. Toda a “realidade” que construímos dentro das nossas cabecinhas é falsa, ou no mínimo, pouco fidedigna. A partir daí, é sempre a descer. Se vivemos numa sociedade predominantemente assente na construção visual, e esta mesma informação visual é parcialmente falsa, o que é que vemos na “realidade”? A resposta é capaz de ser assustadora, mas talvez explique a alucinação colectiva em que a humanidade vive. Se estamos todos a alucinar (e de que maneira) com uma determinada “realidade”, não estarão os “lúcidos” loucos, e os “loucos” não serão os único lúcidos? Pelo sim pelo não, enquanto mantêm a sua periclitante lucidez, fotografe como um louco! OPV

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Lembrar o futuro?  Inserido Tuesday 19 August 2008 20:26

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Lembrar o futuro?

Brain machine

Um dos maiores (ou o maior) mistérios que espantam a humanidade é a direcção do Tempo. Na prática, as leis fundamentais da física quântica não fazem distinção entre passado e futuro. Isto cria um quebra-cabeças. Porque é que, nós somos capazes de nos lembrar do passado, e não temos acesso á memória futura? Porque é que pensamos que as nossas acções no presente afectam o futuro, mas não o passado, se isso contraria as leis da física quântica? Ou não será bem assim, e na realidade a nossa mente já sabe tudo o que nos vai acontecer do princípio ao fim, mas para proteger a nossa sanidade mental, cria uma espécie de amnésia? Somos ser completos a meio das nossas vidas, ou só ficaremos realmente completos quando dermos o último suspiro? Enquanto está vivo o indivíduo é uma obra inacabada? Pela lógica das coisas, uma sinfonia só acaba na última nota, e não a meio de um andamento, por muito glorioso que ele seja. Por isso se pensa que é um homem (ou mulher) feito, desengane-se, por muito adulto que seja. Parte da “verdade” é que o mundo tem infinitas formas de realidade em potencial. Quando escolhemos, ou somos obrigados a escolher uma, todas as outras convergem apenas para esta. Mas a “verdade real” e assustadora é que; nós não podemos mudar nada, pois não temos papel activo na Realidade. Ela já lá está, feita de átomos e partículas sub atómicas, que formam objectos, que se movem de acordo com leis próprias. A sensação de que; se escolho determinada experiência, estou a criar a minha própria realidade, é um truque sofisticado (ou barato), que, o cérebro usa para evitar que enlouqueçamos. Toda a gente já sentiu isso, mas não consciencializou o facto. Como? Da seguinte maneira; lembram-se daquela sensação estranha, quando vêem um álbum de fotografias antigas, ou mesmo recentes, e não se reconhecem, ou no mínimo, acham que aquelas pessoas nas fotos não tem nada a ver convosco? Pois é! Não tem mesmo. A realidade de cada um não está á superfície da pele, e como observador o individuo muita das vezes não consegue identificar-se com o Eu que está dentro da “roupa” biológica. Reconhece algo, mas não sabe muito bem o quê, como quando olha para o espelho e se pergunta, mas que raio és tu? Uma das respostas possíveis é a seguinte; imaginem que no fim da vossa vida conseguiam juntar todas as fotos (por ordem cronológica) que tiraram, num imenso placard. Descobriam então, que a vossa vida não passou de um imenso rally paper, onde corriam de uma foto para a outra apenas para premir o botão porque a foto já lá está. O espaço de tempo entre elas, assim como o autor, não significam nada, o importante é a foto em si, e não o jogo que leva o sujeito a tirar essas mesmas fotos. È o mesmo efeito, do filme de toda uma vida, que passa num segundo perante os olhos do moribundo. Qual vida? Não passa de um disco riscado, ou então de uns fotogramas (agora DVD) a correr muito depressa. O indivíduo está no lugar do Raio Laser que lê o disco, e não no disco. Acha que tem uma boa (ou má) vida? Terá que esperar até morrer, para ver as patranhas que engoliu, e perceber a ilusão em que viveu. Não se lembra como, onde e quando vai morrer? Não se preocupe, não é o único, até lá, mesmo que não sirva para nada, documente a sua vida. Fotografe! OPV             

 

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Paradoxo Rex  Inserido Tuesday 12 August 2008 22:08

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Paradoxo Rex

Big computer   

È bastante estranho que a religião (qualquer uma) desresponsabilize os seus crentes em relação a este mundo, mas é ainda mais estranho que o materialismo contemporâneo faça exactamente o mesmo. Construímos casas como se vivêssemos para sempre, e comemos como se fossemos morrer amanhã. Embora o mundo seja muito grande e esteja carregado de mistérios, há algumas coisas que são realmente intrigantes.

Porque reproduzimos continuamente a mesma “realidade”?

Porque continuamos a ter os mesmos (hoje em dia cada vez menos) relacionamentos?

Porque nos mantemos no mesmo (actualmente isto já não é bem assim) trabalho ou emprego repetidamente?    

No numero infinito de possibilidades que nos cerca, porque é que optamos sempre (ou quase sempre) pelas mesmas soluções?

Tudo isto é possível, porque, estamos bem treinados (domesticados) na nossa rotina, tão condicionados á forma como os “outros” gerem as nossas vidas, que até pensamos que temos controle sobre ela e somos senhores do nosso destino. Entre formar um aluno no ensino superior, e treinar um cão pastor alemão, há algumas diferenças, mas no fim os resultados são os mesmos. Cá fora, na vida real, o “Sr. doutor” também ladra, dá a pata, rebola, dá ao rabo, e ataca quando o dono (patrão) manda. Se não, tal como o cão, é abandonado (desempregado) ou abatido aos efectivos. Também como o cão, 90% dos estudantes do ensino superior, quer é segurança (dono). Ou seja, quer um emprego que lhe garanta as regalias a que tem direito (acha ele) por ter esturricado os miolos a estudar (ou a tomar shots). Porquê? Porque essa história de iniciativa privada, ou simplesmente arriscar naquilo em que se acredita (se é que se acredita em alguma coisa) é muito arriscada, e fica reservada para os outros 10%. Parece cruel esta análise? Pois é, mas a vida também não é fácil para os pastores alemães. Chegamos á altura da pergunta sacramental; e o que tem tudo isto a ver com a Fotografia? Já sabem a resposta, tudo. Tudo, porque o fotógrafo que se limita a fazer aquilo que lhe ensinaram, e tem pavor de quebrar as regras, é como o cão amestrado. Mesmo que tenha tirado um curso superior de fotografia (seja lá isso o que for), se limitar a sua liberdade criativa em favor da segurança académica, pode fazer umas habilidades, e até ladrar alto, mas nunca criará uma linguagem própria. No ensino, em qualquer ensino, somos condicionados a acreditar que o mundo externo é mais real do que o interno. Pois bem, não acreditem, ou pelo menos duvidem. O que acontece “dentro” de nós é que vai criar o que acontece lá “fora”. Alguém tem de pensar na cadeira antes de a construir, e certamente também, antes de se sentar nela. Tudo, mas mesmo tudo o que nos rodeia e que o homem criou, foi pensado antes de ser executado. Quando não foi assim, deu para o torto. Por tudo isto, pense a sua Fotografia como sendo sua e não daqueles que a vão ver (se é que alguém a vai ver). Se pensar o contrario, dá para o torto.

PS: - Se estivesse bem treinado, (mas chumbei no teste do rebolar) deveria pedir desculpa aos estudantes que me lêem, mas penso que não é necessário, primeiro; porque isto é pura ficção cínica (não cientifica), segundo; realmente, se algum o faz, quer-me parecer que pertence aos tais 10%. OPV           

 

 

 

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Espelho magico  Inserido Monday 11 August 2008 21:44

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Espelho magico

Magic mirror

Devemos questionar o que é real ou não, incluindo nós próprios? Bom, para começar, sabemos que somos bombardeados com quantidades enormes de informação que é processada pelos nossos órgãos sensoriais, e a cada segundo grandes doses dessa mesma informação vai sendo descartada. Finalmente a consciência fica com aquilo que serve melhor a pessoa. O que muita gente não sabe é que; o cérebro processa cerca de 500 biliões de bits de informação por segundo, mas (felizmente) só temos conhecimento de aproximadamente 3.000 bits. E estes 3.000 são sobre o que está á nossa volta, o nosso corpo e o tempo. Uma boa analogia é que vivemos num universo em que só vemos a ponta do iceberg. O que quer isto dizer? È que a “realidade” está a acontecer a todo o momento no cérebro, mas nós não a entendemos ou absorvemos na totalidade. O olho é como a lente, mas realmente o que está vendo é a parte de trás do cérebro. O córtex visual. É exactamente como a sua câmara digital, é a lente que capta a acção mas é o sensor que o transforma em imagem. Por outro lado, nós criamos a realidade, mas também criamos as máquinas que produzem “realidade” que afectam a nossa existência constantemente. Se estamos ou não vivendo num enorme mundo virtual, é uma pergunta sem uma resposta concreta. No entanto é bem possível que tudo isto seja uma grande ilusão da qual não conseguimos escapar para a verdadeira realidade. A verdade é que o cérebro não distingue o que está a acontecer “lá fora” do que acontece “cá dentro”. Provavelmente não existe um “lá fora” independente do que acontece na sua mente. Algumas das melhores fotografias que já fiz, realizei-as sem máquina. Calma, embora pareça, ainda não estou louco. Eu explico; já estiveram naquela situação em que nos deparáramos com uma determinada cena, e pensamos; porra, isto dava uma óptima foto, é pena não ter a maquina comigo? Nessas ocasiões, mesmo sem maquina eu faço a foto. Como? Enquadro a imagem atribuo-lhe cor, (ou não) e gravo-a na memória. Até hoje lembro-me de todas as “fotos importantes” que fiz assim. Verdade seja dita que não são muitas, mas aquelas que me impressionaram, eu não as esqueço. O mesmo se passa com todos os que me lêem, mas a maior parte não tem consciência do processo. As imagens que ficam na memória das pessoas, se não passarem por este “processo fotográfico” consciente, quedam-se numa espécie de banho-maria, onde se confundem com o resto do caldo visual onde marina o nosso cérebro. Quem é que disse que todas as fotos tem de passar para o papel ou para o ecrã do computador? Seja como for, a fotografia é omnipresente naquilo que nos rodeia, só nos resta concretiza-la, esteja ela “fora” ou “dentro”. OPV       

 

 

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Geração Rabbit  Inserido Saturday 09 August 2008 21:20

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Geração Rabbit

They exist!

Estamos a viver tempos em que o conhecimento e a energia mental estão a circular freneticamente. Há umas décadas atrás os conhecimentos esotéricos eram adquiridos em escolas iniciáticas e os livros não eram fáceis de encontrar. Quem tivesse sede de conhecimento e quisesse informação, tinha de a procurar e estudar. Assim, normalmente o “aluno” tinha fibra, disciplina e dava valor àquilo que aprendia. Nos dias de hoje a informação, (deturpada) é impingida á juventude (e não só) inserida num contexto leviano, quer seja em jogos de computador, sites de ocultismo, lojas místicas ou astrólogas de estúdios de televisão. Há milhares de livros de auto ajuda e de magia, para não falar dos cultos satânicos de adolescentes que coleccionam nomes de “demónios”, mas cujo objectivo maior é impressionar as coleguinhas da escola. O sucesso planetário de Harry Potter não é por acaso. No entanto não deixa de ter um aviso; brincar coma “magia” é divertido mas pode ter consequências.     

Todavia há uma corrente ocultista que afirma o seguinte; “ os jovens que compõe a geração actual, são nada mais, nada menos do que espíritos transgressores, que não se redimiram em centenas de encarnações, procurando sempre o poder aqui na Terra através de magia, do saber, da força. São o lixo da Terra encarnado”. Não é nada meiga, esta corrente. Mas não ficamos por aqui; os Maias já previam tudo isto nas suas profecias e há um guru que afirma o seguinte;” Em contrapartida, existe uma nova leva de humanos, alguns já com 12 a 15 anos, que não parecem ser deste mundo ou espíritos da Terra. São facilmente reconhecidos por terem os olhos... digamos... diferentes. As pupilas são grandes, com olhar curioso e inocente, em tudo parecido como os olhos de um coelho. Vivem perscrutando o ambiente em busca de saber de tudo o que se passa e, ao mesmo tempo, transmitem uma segurança, austeridade e experiência de uma alma que já viveu milénios. Como é que isto é possível? Inocência e experiência não costumam caminhar juntas na evolução humana... o meu palpite é de que não sejam humanos. Já tive a oportunidade de encontrar duas meninas assim, e confesso que me deixaram nervoso”. Pudera, qualquer um fica nervoso só de ler isto. Mas afinal toda esta conversa para quê, e o que tem tudo isto a ver com a Fotografia? Tem tudo, porque numa analogia com a “magia” a tecnologia digital dá a possibilidade a todos de fazerem “magia”, neste caso fotográfica. Tudo parece fácil e fluido, desabrocham fotógrafos como cogumelos mágicos, o Photoshop substitui a bola de cristal, e a varinha magica tem pelo menos 8 milhões de pixels. Mas os resultados? São os mesmos que obtêm o aprendiz de feiticeiro, alguns efeitos espectaculares, mas consistência conceptual, niqueles. A lição é clara, tanto na “magia” como na Fotografia, não chega querer, é preciso saber. Se o “guru” tiver razão acerca desta nova geração, então teremos aí uma fornada de autênticos “mestres”. A ver vamos, mas entretanto não embarquem em “histórias”, estudem, pratiquem fotografia e sobretudo eduquem o olhar, mesmo que tenham olhos de coelho. OPV  

 

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