Página Inicial Data de criação : 07/12/04 / Última actualização : 08/08/27 21:21 / 158 Artigos publicados

O Anti – Fotógrafo  Inserido Wednesday 06 August 2008 22:44

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, O Anti – Fotógrafo

Black dog      

È urgente criar uma filosofia fotográfica, para que o homem possa voltar a comandar o acto de fotografarO papel do Fotógrafo é eternizar momentos ou espaços em imagens, estas no entanto, precisam de ter algum significado que exija uma interpretação do espectador para a sua compreensão. A fotografia que se “limita” a retratar a “realidade” não se deve enquadrar na definição de arte fotográfica. Certos tipos de fotografia como a publicidade e notícias, raramente possuem o “pathos” fotográfico que as possam incluir na Arte Fotográfica. È evidente que há imagens publicitarias que se tornam ícones como no caso das fotos da Benetton ou algumas imagens de guerra. Mas são excepções e não a regra. Hoje em dia qualquer um pode produzir imagens, mas não são todos que criam Fotografia. Há mesmo uma “raça” de fotógrafos ditos “profissionais” que são na realidade o paradigma do “Anti-Fotógrafo”. Não é bem uma analogia com o Anti-Cristo mas é quase.     

Num exercício irónico de fundamentalismo artístico pode-se definir o Anti – Fotógrafo das seguintes maneiras.

O indivíduo com uma máquina (costureirinha) profissional, normalmente Mark qualquer coisa, e uma mega teleobjectiva sentado atrás de uma baliza é um A-F.

O indivíduo que circula pelo casamento ou baptizado com uma mega maquina e com um flash ainda maior é um A-F.

O paparazzi que se esconde num sótão ou num caixote do lixo, com uma super teleobjectiva á espera de uma qualquer “celebridade” é um A-F.    

O individuo que fotografa estrelas ou atletas e que depois os mistura com a natureza usando o Photoshop é um A-F.  

O indivíduo que num estúdio leva quase ao infinito a plástica dos modelos é um A-F.

O indivíduo que se espreme juntamente com mais umas dezenas ou centenas de outros, contra uma passerelle ou passadeira vermelha é um A-F.

O indivíduo que faz centenas ou milhares de quilómetros para fazer ou tentar fazer aquilo que Ansel Adams já fez é um A-F.  

Haverá mais alguns, mas por agora chega. Podem argumentar; mas por vezes surgem fotos interessantes feitas por estes indivíduos. Pois, por vezes surgem, mas também o relógio que está parado acerta nas horas duas vezes por dia. No entanto, não é por isso que vamos andar com um no pulso.  O que quero dizer com isto tudo? Bom, graças a estes A-Fs, o Fotógrafo tornou-se numa peça pouco significativa no mundo da fotografia cada vez mais regido pela indústria fotográfica. Ao apresentar constantemente imagens que não tem significado, ou não fazem pensar, esta indústria alienou a população consumidora que já não questiona o seu valor, ou sequer presta atenção.   Ser Fotógrafo, significa participar no universo fotográfico. Alem de viver e agir em função do acto de fotografar (coisa que alguns A-Fs fazem), o Fotógrafo tem de reinterpretar o Universo, ser um alquimista da realidade, produzindo uma imagem (arquetípica), que se aloje na mente daquele que observa, tornando essa imagem num paradigma que acompanhará o observador para a cova. Parece difícil ou impossível? Claro que é difícil, mas não é impossível. Não é por acaso que todos aqueles que se envolvem com a Fotografia têm apenas “meia dúzia ” de imagens arquetípicas na cabeça, e quase sempre dos mesmos “mestres”. Tudo isto pode parecer muito radical mas não é. Se estudarem a história da fotografia verão que apesar de haver milhões de fotógrafos no mundo, foram apenas aquela “meia dúzia” que realmente fizeram Historia. Porquê? Porque foram os únicos que conseguiram criar imagens arquetípicas ou paradigmáticas. Bom, também não eram A-Fs. OPV    

 

 

 

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Alien(ado) eu?  Inserido Tuesday 22 July 2008 00:09

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Alien(ado) eu?

Attitude

Faltará muito para sermos tele -transportados pelos telemóveis ao jeito de Matrix? O que se passa com as crianças e jovens de hoje é já um prelúdio do que poderá estar para vir. Esta nova geração de seres humanos começa as suas vidas experimentando um outro conceito de espaço, de tempo e de realidade. A sua prática de vida quotidiana experimenta uma virtualidade que no passado só as imagens reflectidas nos espelhos nos davam. Da mesma maneira que a arte moderna colocou em crise o conceito de arte, os nossos contemporâneos descobrem que os conceitos de espaço e tempo entre outros, já não servem para um mundo que tende para o virtual. O mundo como os ecrãs está a ficar “Flat”, e a capacidade de análise e pensamento das novas gerações (claro que há excepções) tem a profundidade equivalente á espessura de uma folha de papel. O que se ajusta perfeitamente ao conceito de Flat. O que ninguém diz é que estamos a criar maníacos depressivos aos milhões. O comportamento das personagens de jogos ou filmes é enxertado no quotidiano sem se dar por isso. A palermice do festivalzinho de verão e a ideia de que a vida é um “forró”, especialmente para as ditas “celebridades” que saltitam de festa em festa, bem como o endeusamento da nova casta de “heróis”, os futebolistas, e as suas aventuras milionárias, enquanto um terço do país passa fome, leva-me a pensar, se, na verdade, alguns milhões de idiotas não viverão já dentro de um programa de computador? Para eles o mundo como existe hoje é um sonho (para outros é um pesadelo). A prova plausível de que a vida actual dos idiotas não é real, está na arte. E porquê? Porque por exemplo; nunca houve tantas máquinas fotográficas (e fáceis de usar) no mundo. Nem por isso aumentou exponencialmente o número de fotógrafos talentosos e fotografias realmente geniais. Nunca foi tão fácil fazer e editar musica. O que acontece? Anda tudo a plagiar o que foi feito nos anos sessenta, setenta, oitenta e até noventa. Nunca foi tão fácil escrever, com os novos programas de texto, correctores e dicionários. Resultado? Novos génios literários? Não! Anda tudo a tentar escrever romances históricos (ou pior), tentando encontrar uma nova fórmula tipo Da Vinci (pobre, por sinal). Há pior? Há sim! Se transpusermos este conceito para a área das relações pessoais, então, é o desastre total. O indivíduo nunca foi tão solitário como hoje, mesmo que pertença a alguma das muitas tribos urbanas que por aí proliferam. Tem milhões de leis para o “proteger” e biliões de informações para o “educar”. Resultado? Um ser híbrido, operado por forças manipuladoras que reage aos estímulos hedonísticos como o cão ao osso. Exagerado, eu? Deixem-me apenas fazer um “Upgrade” do meu cérebro que já vos mostro quem é que escreve como deve ser. O que tenho actualmente está um bocado lento, e só dá para dizer disparates. Ironias á parte, pense bem no que anda a fazer da sua vida, ou o que a sua vida anda a fazer de si. Se tiver duvidas, use e pratique a Arte da Fotografia que é um bom barómetro para medir as pressões a que está sujeito. OPV  

 

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È obra (de arte?)  Inserido Thursday 17 July 2008 21:31

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, È obra (de arte?)

Sunset power    

A diferença entre uma boa foto e uma obra de arte é que a obra de arte cria a sua própria realidade para o observador. A boa foto reflecte ou distorce apenas a “realidade”. Se a foto o deslumbrar então é fantástica. Para se transformar uma foto numa obra de arte é preciso transportar o espectador. Transportar a pessoa para onde queremos que ela vá. Não precisa de ser um sítio simpático, mas sim um sítio que queremos que ela veja. A foto não pode ser passiva, se alguém olha para uma imagem e rapidamente passa para a seguinte é porque ela não funciona. Manda o bom senso que só mostremos imagens que façam as pessoas exclamarem Uauuu ou Ahhhh. Mas na realidade só se consegue fazer estas fotos pontualmente. A razão pela qual as grandes fotos prendem o olhar do espectador é porque elas têm os elementos básicos em ordem. E o básico é, composição, luz, forma e cor. Segundo os puristas, a boa foto deve ser conseguida na câmara, não no Photoshop. Embora pessoalmente pense que a edição faz parte do processo fotográfico e eventualmente pode transformar uma foto banal nalguma coisa mais interessante. Seja como for, é essencial estudar a arte da composição e da luz para se ter o mínimo de bagagem se queremos iniciar este longo percurso que é o de tentar criar obras de arte. Mas não se preocupe, se não fizer nenhuma foto interessante, pelo menos divirta-se a faze-las, isso só por si já é uma habilidade. OPV

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Caos Padronizado  Inserido Thursday 17 July 2008 00:40

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Caos Padronizado

Paper surf 

Bom, já chega de bater no ceguinho e só falar de desgraças. Por falar nisso, já alguém ouviu falar do 2004 MN4? O que é isso? È um asteróide cuja alteração de orbita pode levá-lo a chocar com o globo terrestre por volta do ano 2034 ou até já mesmo em 2012. Lá se vão as preocupações com as prestações, tudo é relativo como dizia Einstein . Mas como ia dizendo, já chega de falar de desgraças, e vamos directos ao assunto. Por muito turbulenta que seja a vida, convêm lembrarmo-nos que ela não passa de uma “Onda”. A ordem esconde-se em todo o lado, dentro do caos aparente dos acontecimentos. Não só a ordem, mas o seu significado ao nível pessoal. Encontrar esse significado pode permitir transpor o abismo entre o objectivo e o subjectivo, entre a arte e a ciência, entre a matéria e a mente. Cavalgar sobre a onda caótica da vida para o propósito construtivo foi a habilidade que os antigos Taoistas procuraram aprender e realizar. Numa gíria surfista trata-se de “apanhar a onda” da realidade emergente. Se a vida é a onda, então a sua psique é o surfista. Procure estar em união com a onda em movimento e mantenha o equilíbrio. Poderá utilizar muitas “pranchas” e uma delas é a Fotografia, não é melhor nem pior do que as outras, é específica. Seja como for, não será fácil, mas será emocionante e se realmente quisermos, poderá ser pleno de significado. Boas ondas! OPV           

 

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Reflex condicionada  Inserido Monday 14 July 2008 21:11

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Reflex condicionada

Basket no ball     

As práticas actuais da remuneração do trabalho condicionam o ser humano de maneira a fazer crescer o sindroma do vício do dinheiro. O trabalhador por conta de outrem recebe uma “pequena” dose de dinheiro no princípio do mês, quase sempre bem calculada para sustentar uma pessoa extremamente frugal até por volta do dia 10 desse mês. Mediante a dura experiência que cada vez mais é comum a todos aqueles que fazem parte do mercado de trabalho, o escravo, desculpem, o trabalhador consegue fazer render a dose até ao dia 15, talvez até ao dia 20. O resto do mês é passado a sofrer uma ansiedade tremenda, como numa crise de abstinência ou privação de droga. No princípio de cada mês recomeça o drama todo. E atenção que isto pode acontecer mesmo aqueles que ganham muito dinheiro, mas cujos rendimentos dependem de outrem. Porque mesmo para estes, paira sempre a sombra do desemprego no horizonte. Os patrões têm o fantasma da falência. Qualquer traficante, politico, ou vendedor sabe que é este período de privação que sustenta o ciclo todo. Na fotografia está a passar-se algo do género; o fotógrafo principiante ou mais imaturo (bom, mesmo alguns dos mais experientes) é constantemente assediado (e convencido) a comprar a ultima maquina com mais pixels e melhor tecnologia, ou o mais potente software. Porque são estes gadgets que lhe vão permitir ser um fotógrafo famoso. È convencido que estando privado da última tecnologia não vai conseguir sem alguém no mundo da fotografia. Para ver bem quanto isto do dinheiro o afecta, tente o leitor imaginar o mais realisticamente possível, o que faria se amanhã todo o seu dinheiro e fontes de rendimento desaparecessem. Esta vida é mesmo uma droga (e potente). OPV     

    

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