UM DOS DILEMAS com que o fotógrafo contemporâneo se debate é a escolha do tipo de sensor que quer na sua câmara. Isto, partindo do principio que quer usar uma câmara Reflex digital, e tem dinheiro suficiente para gastar. Existe a ideia de que se queremos boa qualidade de imagem, devemos usar uma câmara com FF, tal como os profissionais o fazem. Pois bem, é uma ideia errada, os sensores tem o tamanho que tem, e na realidade não existe tal coisa como um sensor full frame. È uma jogada de marketing. Os sensores podem ter diversos tamanhos, desde a dimensão dum selo postal, ao tamanho dum cartão de crédito. Tem uma variedade de atributos, independentemente da dimensão e estrutura. FF quer dizer “moldura ou imagem completa”, pois bem, todos eles têm a imagem completa. A referência aos 35 mm é um protocolo. Mesmo o 35 mm em relação ao médio ou grande formato também não é FF. Um facto é que, se usar uma DSLR para colocar imagens num computador, você não vai conseguir tirar todo o potencial da imagem gravada, não importando que câmara contemporânea está usar. Na realidade, perto de 75% das informações gravadas vão para a impressão. Não há diferença significativa entre os modelos DSLR pelo tamanho dos sensores. Pode verificar isso mesmo aqui http://dxomark.com/
NESTE SITE pode comparar diversas maquinas, de diversas marcas, e pode verificar que, por exemplo a D5000 da Nikon tem praticamente a mesma qualidade de imagem do que a D300 D700 ou a D3, só perdendo na capacidade de fotografar em ISO muito alto e com pouca luz. Inclusive, em termos de Dynamic Range a D5000 consegue ser melhor. No entanto, a primeira custa muitíssimo menos e tem um cropp de 1.5, enquanto as ultimas duas (D700 e D3) são FF. A verdadeira diferença reside na forma como os computadores recebem as informações no arquivo de imagem, algumas vezes, mais pixels não ajudam. Também é importante o tamanho em que quer imprimir. Só em grandes formatos é que se começa a notar a diferença. Nos tamanhos que as pessoas sem serem profissionais usam, praticamente não se nota a diferença. Claro que pode imprimir um outdoor a partir duma câmara APS, mas só se estiver com o nariz lá encostado, é que consegue ver a diferença para uma Reflex FF. Por outro lado, as câmaras e lentes dum sistema Full Frame são maiores, e muito mais pesadas, do que as dum sistema cropp. Assim sendo, se vai usar a sua câmara, essencialmente para colocar fotos online, ou imprimir em tamanhos pequenos, digamos até A4 ou A3, é praticamente desnecessário preocupar-se com o tamanho do sensor. Preocupe-se sim com as outras capacidades da sua câmara.
NOS VELHOS tempos do filme (século passado) tinha-se como principio investir em lentes, porque os corpos eram todos iguais, ou faziam todos a mesma coisa, e era verdade. Hoje é praticamente o contrário. Não, porque uma boa lente não seja importante, mas porque as câmeras actuais são autênticos computadores, com centenas de funções. Todavia, uma lente FX custa mais do dobro que uma DX. Por falar em computadores, o manual de instruções da D700 tem cerca de 400 páginas. Podemos juntar a tudo isto, o progresso alucinante do sistema digital. Uma câmara que hoje custa 2500 €, daqui a um ano custa 1000€ e provavelmente é considerada obsoleta. Por exemplo a Nikon D2Xs lançada em 2006 por aproximadamente 4500€, hoje em dia está ultrapassada e vale cerca de 1000€. No entanto não deixa de ser uma excelente máquina. È evidente, que gostaria muito de ter uma D3x, mas será que preciso deste “monstro” para fazer o meu tipo de fotografia? Provavelmente não. Pois é esse tipo de pergunta que tem de fazer a si próprio, antes de gastar umas centenas, ou milhares de euros em equipamento. Independentemente do equipamento que tiver, divirta-se a fotografar e lembre-se que pode fazer fotos fantásticas, com uma câmara das mais baratas e vulgares. OPV
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