Página Inicial Data de criação : 07/12/04 Última actualização : 08/11/28 20:28 / 191 Artigos publicados
 

È pró ceguinho  (Dikas do Dick) Inserido Saturday 23 August 2008 20:41

Monocular

Cheguei a casa e dei com o Dick deitado em frente á televisão, a ouvir atentamente as explicações daquele rapaz do lançamento do peso. Estava num programa em directo, e mostrava-se constrangido com a interpretação nacional que foi dada aquela “história da caminha”. Com uma adolescência difícil, o simpático jovem via no atletismo uma saída para evitar um futuro sombrio. Eis a análise do Dick. Primeiro, o jovem tem sentido de humor, e o resto do país não tem. Já disse antes, que a “história da caminha” me pareceu uma tirada inteligente, porque tenta através do humor exorcizar um mau momento. È preferível a, chorar baba e ranho, e flagelar-se em publico. Metamorfoseia um acontecimento pretensamente desportivo, noutro meramente comercial. X de apoio = Y de medalhas. Segundo, o jovem é ingénuo e o resto do país ainda é mais. Se ele pensa que teve uma adolescência difícil, que pense duas vezes. O bairro problemático ou o gang conflituoso, são uma brincadeira de crianças, face á máquina comercial e trituradora onde foi parar. No gang ou no bairro, se fizesse merda, davam-lhe um enxerto de porrada e amigos como dantes, a vida contínua. No mundo “olímpico” é mandado para casa (casota) com o rabo entre as pernas. Transforma-se numa espécie diferente de “marginal”, tornando-se alvo de humilhação nacional. No bairro, ainda podia partir umas cabeças como desabafo. Na montra do desporto nacional, é castigado e ainda tem que lamber a mão que zurze o chicote. Tem que se ter cuidado com aquilo que se deseja. Terceiro, as declarações deste jovem, comparadas com as do homem da vela que ficou em quarto, são completamente inocentes e até infantis. O que é que vai sair da cabeça deste cachorro? Nem me atrevo a perguntar porquê? Mas ele não precisa, e continua. Porque realmente, deve ser muito difícil passar tantos anos a fio, a fazer vela, naquela horrível baia de Cascais. E só com duzentos e tal contos por mês para tão estafante actividade. Se lhe dessem quinhentos, de certeza que o homem até ia para a pesca do bacalhau. Sim, porque isto de andar de cabelos ao vento, para trás e para a frente, encavalitado num barco pequenino, pode parecer muito glamoroso, mas não enche a barriga a ninguém. È preferível trabalhar num escritório, sempre tem ar condicionado. No fundo o que está mal, não são estas ou aquelas declarações. O que está mal é pagar a alguém para fazer aquilo que gosta, mesmo quando se sabe que esse alguém, só pelo seu “talento” não vai a lado nenhum. Isto é válido para tudo, seja fazer filmes, teatro, música ou desporto. O país não tem que andar a pagar (através da CGD) para a uma fadista cantar, o treinador X treinar, ou clube Y jogar. E não tem certamente, que produzir, atletas, escritores ou cantores. Tem é que dar condições ao caldeirão social, para que este cozinhe e apure esses valores. Se um realizador de cinema nacional, for tentar convencer o A. A. a produzir um filme qualquer, este manda-o falar com a Galp. Se for o Spielberg com um projecto de milhões, é provável que o homem nem pense duas vezes. Se for o lançador de peso (da caminha), pedir um patrocínio, põem-no a carregar cortiça. Se for o CR7, compra-lhe o passe, e a seguir cota-o na bolsa, onde até as suas cuecas usadas podem render milhões. Ora um tipo que ganhou tantos milhões graças aos sobreiros, deve saber o que faz, ou não? Em contrapartida, porque que é que, um país com tantos milhões de pessoas não sabe fazer este tipo de gestão? Quero fazer um filme? Tudo bem, desenrasco-me, e arranjo quem mo produza, não vou a correr ter com o estado para me arranjar uns trocos. Lembram-se do filme Branca de Neve, rodado numa Lisboa ás escuras? Desconfio, que este cão, anda ler alguns livros ás escondidas. Para terminar, e sem segundas leituras, parabéns ao saltador Nelson Évora, que mesmo assim não conseguiu saltar tanto como o “comandante”. De manhã saltava para fora do cargo, á tarde saltava para dentro e á noite saltava sabe-se lá para onde. A alternativa motorizada é tão, ou mais assustadora. Que raio se passa na cabeça das pessoas deste país para se julgarem aptas para determinada tarefa, para a qual, não tem talento absolutamente nenhum? O outro não tem habilitações, nem para projectar uns galinheiros na Guarda, mas acha-se suficientemente iluminado para governar a nação. Parece-me que os humanos neste país, estão a ficar muito medrosos e melindrosos. Tudo os afecta, assusta e ofende. No mundo dos cães, quem enfia o rabo entre as pernas, está a pedir para (não) ser mordido. No vosso, está a pedir para (não) ser comido. Um ultimo conselho do Dick: o Nelson que esconda bem a medalha, porque quando cá chegar, o ministro das obras públicas vai “confiscá-la” de imediato. Porque, com o valor que lhe é atribuído, deve dar para pagar, pelo menos, metade do novo aeroporto de Lisboa: OPV 

                 

 

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Muro visual.  (Sobre Fotografia) Inserido Friday 22 August 2008 19:17

Zen sand  

 

"A hipótese de que as imagens tenham alma parece confirmada pelos efeitos da minha máquina sobre as pessoas, os animais e os vegetais emissores".
(Adolfo Bioy Casares, A Invenção de Morel, 113).  

 

È uma observação perspicaz e uma hipótese plausível, no entanto alma é capaz de ser um termo um pouco datado (humanamente), mas que uma imagem (neste caso uma foto) tem identidade própria, disso não tenho duvidas. No fundo, aquilo que o fotógrafo faz é seleccionar imagens. Selecciona-as porquê? Porque de alguma maneira elas se lhe impuseram, seleccionaram-se a si mesmas. Para simplificar, esqueçamos os milhões de fotógrafos e os biliões de imagens, só um fotógrafo e uma única imagem. Estando o fotógrafo imerso num mundo “virtualmente” visual, porque é que determinada foto se impõe? Com um número quase infinito de ângulos, planos, pontos de fuga, variações de luz e enquadramentos ao seu dispor, ele toma uma opção? Ou não tem opção? Só pode fazer aquela foto e não outra? È o fotografo que faz a imagem, ou é a imagem que faz o fotografo? Parece uma pergunta disparatada não é? Pois é, mas se do universo de todos os fotógrafos (largos milhões), a maioria 99.999% afirmar que, a primeira hipótese é que é verdadeira, então tenho sérias razões para acreditar, que, a segunda é que é “verdade”. A unanimidade sempre me pareceu um bom indicador do que algo está errado.          

Há milénios que lidamos com imagens, símbolos e mitos, que, supostamente deveriam ajudar-nos a descobrir quem somos, ou no mínimo, o que somos. Que sabemos nós? Nada! Não sabemos o que (nem quem) somos. Pior ainda, não sabemos que “realidade” é esta onde estamos submergidos! A alucinação colectiva em que a humanidade está mergulhada é pontualmente quebrada, por aqueles seres humanos que enlouquecem. A mente funde-se com o universo circundante e, os códigos de sobrevivência, vão literalmente “á vida”. O muro visual desaparece. As etiquetas e definições não têm lugar nas identidades vazias. Precisamente por estarem vazias é que cabe lá tudo. Os outros, os “lúcidos”, continuam a trabalhar na mesma frequência. A expandir o self, através da construção e desmaterialização permanente da imagem. Não vemos só aquilo que queremos, o “universo” entra-nos pelos olhos dentro. Quando pensamos que seleccionamos algo com a nossa máquina fotográfica, estamos na realidade a assentar mais um tijolo no longo muro da “realidade visual” que rodeia a nossa existência. Então, quem não faz fotografia, tem esse mesmo muro a rodeá-lo? Obviamente que tem, mas provavelmente nunca se aperceberá dele. Mesmo entre aqueles que praticam a Arte da Fotografia, só alguns, e só ao fim de um certo período de tempo, se apercebem do “muro visual”. È evidente que há uma subtil diferença, entre quem “tira umas fotos” e quem tenta, ou consegue usar a Fotografia como Arte. A diferença é, que, no primeiro caso o olhar do indivíduo é solicitado pelo “objecto” que lhe é familiar. Sejam familiares, amigos, monumentos ou paisagens. As suas opções são aleatórias e sem fio condutor. È (quase) como um pintor Naïf. Passe o pleonasmo, o olhar não está treinado, e só “vê aquilo que vê”. No segundo caso, o Fotógrafo que encara a Fotografia como Arte, tem perante ela, uma altitude conceptual, e uma abordagem criativa, vê fotografias em todo o lado, mesmo onde elas não existem para o “comum dos mortais”. Como é “evidente” não podemos fotografar aquilo que não vemos. Paradoxalmente, algumas das fotografias que vemos, parecem terem sido feitas por invisuais. OPV              

 

 

 

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15 Milhões para o Latão  (Dikas do Dick) Inserido Wednesday 20 August 2008 17:05

 Não falem em meu nome! Percam essa mania dos dez milhões de portugueses que anseiam pelos resultados de meia dúzia de “artistas”. Isto, porque ontem, quando cheguei a casa o meu cão Dick rebolava-se de riso (pareceu-me) em frente á televisão. Então tu és um daqueles dez milhões de camelos que contribuiriam com 15 milhões de euros para os meninos (as) irem passear até Pequim? Confesso que fiquei sem resposta, porque não fazia a mínima ideia do que ele estava a “falar”. Então vi e ouvi a notícia sobre quanto custou esta comitiva (não queria acreditar). Entretanto o Dick não me dava tréguas; com que então vives num país que fecha hospitais por falta de verbas, reduz reformas a idosos e até põem ministros a andar em carros alugados, mas gasta esta massa toda com estes brincalhões? E eu é que sou o animal? Embalado continuou; e por falar em animais; não há praticamente um canil em condições nas principais cidades de Portugal, e se há, está superlotado. Os honorários dos veterinários alinham pelos dos cirurgiões plásticos (lembra-se dos últimos 150 € que gastei com ele). Os animais em geral são tratados como lixo, e eu é que sou o animal? Os teus compatriotas abandonam cães e gatos porque não tem dinheiro, mas não se importam de contribuir para uma medalhinha? Tentei argumentar mas ele estava inspirado. E será que não vêem televisão? O que raio queria ele dizer com aquilo, claro que (quase) toda a gente vê televisão. Pois é, se queriam seis ou sete medalhas de ouro, iam falar com aquele sargento de Gondomar. Sargento? Sim pá, um tipo que era sargento, e que enquanto esteve na tropa conseguiu transformar batatas em ouro e vende-las ao preço do mesmo, assim como conseguiu mudar a patente para Major. Se falassem com ele, por quinze milhões, de certeza, que conseguia arranjar pelo menos umas dez medalhas de ouro e para aí umas vinte de prata. Este cão está definitivamente maluco, mas não se cala. E mais, de certeza, que se fosse ele o comandante (é só mais uma mudança de patente) do comité olímpico, conseguia por o filho a cantar na cerimónia da inauguração, fazia a Soraia Chaves passar por dupla da Vanessa Fernandes, empenhava o “Ninho” aos chineses e conseguia provar que o Michael Phelps usa as orelhas como propulsor clandestino. Um tipo com ar tão “lento” não pode nadar tão rápido, ou então é epiléptico. Pronto, agora estás mesmo a exagerar Dick. Estou? De certeza que não deixavam entrar o M. Phelps no S. Bicha Summer S. lá para os Algarves. Tentei corrigir, não é bicha, é beach. Mas ele não ligou nenhuma e continuou; exagerado eu, ou é a “tua nação ” que exagera? Então não foram os vossos antepassados que partiram por esse mar fora, a dar cabo de tudo o que lhes aparecia pela frente, e agora ficam todos borrados por causa duns míseros 90 mil pares de olhos (em bico)? Não tem atitude, e muito menos sabedoria. Porque se soubessem alguma coisa, já sabiam a triste figura que iam fazer. Assim sendo, aproveitavam a história do Tibete e boicotavam os jogos. Faziam melhor figura como defensores dos direitos humanos, (alem de pouparem uma pipa de massa) do que como ofensores dos sentimentos (parvos) dos portugueses. Mas não, os arrumadores pedem uma moedinha, os “portugas” pedem uma medalhinha. Só se for de lata. Porra para o cão, mas não é que o “hotel de pulgas” tem a sua razão? No entanto o melhor é restringir-lhe o horário da televisão, e seguindo a ideia dele, pelo sim pelo não, lembrar a alguém, para ligar para o tal sargento a ver, se consegue fazer alguma coisa a tempo de Londres 2012. Quanto será o orçamento na altura? Uns 60 milhões? Sempre deve dar para uma 10 medalhinhas e ensinar a Soraia a andar de bicicleta, com os filmes a meter tanta água, nadar, ela já sabe.  Na fotografia do artigo podemos ver o futuro atleta Dick a treinar para 2012, os 100 metros do estilo “nadar em seco”. Bem lhe disse que não são permitidos animais nas olimpíadas, mas ele argumentou; não são? Então como se chama aquele animal com um chapeu ridiculo, que andava em cima do meu amigo Horácio, o negro cavalo lusitano que dá por um outro nome qualquer? Bolas, que este cão dá comigo em doido. OPV

 

 

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Lembrar o futuro?  (Photognose) Inserido Tuesday 19 August 2008 20:26

Brain machine

Um dos maiores (ou o maior) mistérios que espantam a humanidade é a direcção do Tempo. Na prática, as leis fundamentais da física quântica não fazem distinção entre passado e futuro. Isto cria um quebra-cabeças. Porque é que, nós somos capazes de nos lembrar do passado, e não temos acesso á memória futura? Porque é que pensamos que as nossas acções no presente afectam o futuro, mas não o passado, se isso contraria as leis da física quântica? Ou não será bem assim, e na realidade a nossa mente já sabe tudo o que nos vai acontecer do princípio ao fim, mas para proteger a nossa sanidade mental, cria uma espécie de amnésia? Somos ser completos a meio das nossas vidas, ou só ficaremos realmente completos quando dermos o último suspiro? Enquanto está vivo o indivíduo é uma obra inacabada? Pela lógica das coisas, uma sinfonia só acaba na última nota, e não a meio de um andamento, por muito glorioso que ele seja. Por isso se pensa que é um homem (ou mulher) feito, desengane-se, por muito adulto que seja. Parte da “verdade” é que o mundo tem infinitas formas de realidade em potencial. Quando escolhemos, ou somos obrigados a escolher uma, todas as outras convergem apenas para esta. Mas a “verdade real” e assustadora é que; nós não podemos mudar nada, pois não temos papel activo na Realidade. Ela já lá está, feita de átomos e partículas sub atómicas, que formam objectos, que se movem de acordo com leis próprias. A sensação de que; se escolho determinada experiência, estou a criar a minha própria realidade, é um truque sofisticado (ou barato), que, o cérebro usa para evitar que enlouqueçamos. Toda a gente já sentiu isso, mas não consciencializou o facto. Como? Da seguinte maneira; lembram-se daquela sensação estranha, quando vêem um álbum de fotografias antigas, ou mesmo recentes, e não se reconhecem, ou no mínimo, acham que aquelas pessoas nas fotos não tem nada a ver convosco? Pois é! Não tem mesmo. A realidade de cada um não está á superfície da pele, e como observador o individuo muita das vezes não consegue identificar-se com o Eu que está dentro da “roupa” biológica. Reconhece algo, mas não sabe muito bem o quê, como quando olha para o espelho e se pergunta, mas que raio és tu? Uma das respostas possíveis é a seguinte; imaginem que no fim da vossa vida conseguiam juntar todas as fotos (por ordem cronológica) que tiraram, num imenso placard. Descobriam então, que a vossa vida não passou de um imenso rally paper, onde corriam de uma foto para a outra apenas para premir o botão porque a foto já lá está. O espaço de tempo entre elas, assim como o autor, não significam nada, o importante é a foto em si, e não o jogo que leva o sujeito a tirar essas mesmas fotos. È o mesmo efeito, do filme de toda uma vida, que passa num segundo perante os olhos do moribundo. Qual vida? Não passa de um disco riscado, ou então de uns fotogramas (agora DVD) a correr muito depressa. O indivíduo está no lugar do Raio Laser que lê o disco, e não no disco. Acha que tem uma boa (ou má) vida? Terá que esperar até morrer, para ver as patranhas que engoliu, e perceber a ilusão em que viveu. Não se lembra como, onde e quando vai morrer? Não se preocupe, não é o único, até lá, mesmo que não sirva para nada, documente a sua vida. Fotografe! OPV             

 

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A Fotografia já era!  (Sobre Fotografia) Inserido Sunday 17 August 2008 19:50

Window of Time    

Não a Fotografia como Arte claro, mas os dias da fotografia impressa em papel já passaram há historia. Isto pode parecer um bocado radical, mas já é uma realidade nos dias de hoje. A chamada “fine art” deixará de ser impressa no melhor papel e passará para os ecrãs de plasma ou similares. O lado mais visível deste novo status é a moldura digital. Nos tempos que se avizinham o trabalho do fotógrafo poderá interagir com várias tecnologias e ser visto no ambiente que os seus consumidores preferirem. Se for caso disso, o fotógrafo poderá inclusive permitir, que o seu trabalho tenha a configuração que mais agrada àquele que o adquiriu. A fotografia on-line já circula em diferentes formas há alguns anos, e algumas ideias e experiências interessantes surgiram, neste ambiente que se criou entre o fotógrafo e o consumidor, ou observador de fotografia. O observador transforma-se num artista? Porque não? A arte fotográfica é cada vez mais digitalizada, e existe uma plataforma virtual que está para alem da fotografia. Na vez de um suporte em papel de 10x15 (por exemplo), a foto passa a ser uma tela virtual que atravessa vários continentes. È expectável que surja um mercado que explore esta nova realidade. Com tudo isto, não é possível que a fotografia enquanto peça de arte, perca o seu valor? A cópia numerada e emoldurada, de uma determinada foto não verá, o seu preço baixar abruptamente? Os fotógrafos não ficarão ainda mais “pobres” do que já estão? Tudo isso é possível, mas é um facto que a revolução já chegou, e quanto mais depressa tivermos consciência desse facto melhor. Pode-se argumentar contra tudo isto que, a Arte da Fotografia tem um determinado apelo físico, que passa pela exigente escolha do papel e do seu tamanho, bem como da moldura, e termina, numa aproximação física e emocional, da imagem com o seu proprietário. Bom, é como hoje em dia, alguns hão-de preferir continuar a imprimir em papel, assim como há quem prefira trabalhar em filme. Seja como for, estas duas opções tornar-se-ão num nicho de mercado, na melhor das hipóteses. Para terminar; pessoalmente, tenho centenas de fotos on-line, em diversos sites, e neste mesmo Blogue. Tirando algumas pequenas cópias em 10x15, que fiz para testar uma impressora, não tenho uma única foto em papel digna desse nome. E sabem que mais? Não vejo mal nenhum nisso, nem lhe sinto a falta. Seja como for, o importante é que, quem se interesse por fotografia, saiba quais são as tendências desta arte, e com que linhas é que se cose. O resto é acessório, se trabalha em filme ou digital, se fotografa para um determinado nicho ou para um mercado mais vasto, é da conta de cada um. Se possível, faça é aquilo de que gosta, de preferência a Arte da Fotografia. OPV          

 

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