Página Inicial Data de criação : 07/12/04 / Última actualização : 08/08/27 21:21 / 158 Artigos publicados
 

Mente social ou Social(mente). (Photognose) Inserido Thursday 10 July 2008 21:31

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Mente social  ou Social(mente).

Miss news

A mente é um universo de receptores, que não se limitam a receber, mas que também elaboram e criam novos processos de emissão. A evolução da informação na época do digital e da Net com redes cada vez mais complexas de propagação dessa mesma informação, produziu um salto enorme na velocidade com que se difunde novos conteúdos. Só que o universo dos receptores (os cérebros humanos), não está formatado com os mesmo padrões que o sistema de emissores digitais. Este desfasamento manifesta-se com alguns efeitos conhecidos, sobrecarga eléctrica permanente, pânico, hiper excitação, hiperemotividade, transtornos de atenção, dislexia e sobrecarga informativa entre outras. Assim, o ciberespaço sendo uma rede de componentes mecânicos e orgânicos pode ser acelerado praticamente sem limites. O tempo humano, pelo contrário, é uma realidade ligada a um suporte orgânico (corpo humano) cujo tempo de processamento não pode ser acelerado muito alem dos limites naturais relativamente rígidos. Como as fronteiras da velocidade foram ultrapassadas desencadeou-se o processo de aceleração mais impressionante que a historia humana conheceu. O espaço praticamente não existe pois a informação atravessa-o instantaneamente e os acontecimentos podem ser transmitidos em tempo real de um ponto a outro deste planeta, convertendo-se assim em acontecimentos globais. Mas quais são as consequências para a mente e corpo humano? O indivíduo contemporâneo não está em condições de processar a imensa e crescente massa de informação que lhe entra no computador, na televisão, no telemóvel, na agenda electrónica e na cabeça. Mas o pior é que o indivíduo julga indispensável ter que assimilar e processar toda esta informação para se eficiente e competitivo. Como resultado temos que as actuais gerações padecem de uma nova forma de dislexia, que se revela pela incapacidade de ler uma página do princípio ao fim usando um processo sequencial, bem como a incapacidade de manter a atenção concentrada no mesmo objecto por muito tempo. È tudo para ontem e o mais rápido que for possível. A arte da fotografia não escapa a este processo. A consequência está á vista; estamos cada vez menos dispostos a prestar a nossa atenção gratuitamente. Já não temos tempo para o amor, a ternura, a natureza, o prazer e a compaixão, muito menos para esperar pela luz correcta e o melhor ângulo. Estamos cada vez mais dedicados exclusivamente á carreira e ao sucesso económico. Com isto tudo vamo-nos convertendo em desapiedados executores de decisões alheias. OPV

 

 

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(In)dependência (Photognose) Inserido Tuesday 08 July 2008 20:51

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Make up  

 

A cultura neo-liberal injecta no cérebro social um estímulo constante no sentido da competência tendo como finalidade o consumo. Consequentemente esta intensificação dos estímulos informativos despejada do cérebro social para os cérebros individuais torna-se num factor patogénico que afecta o conjunto da sociedade. Algumas alterações começam a surgir, tais como a síndrome de pânico e os transtornos ao nível da atenção. Conseguimos hoje em dia falar de economia sem nos ocuparmos da psicopatologia? Durante os últimos anos o consumo de Prozac esteve intimamente ligado á cultura da nova economia. Milhares de operadores e gestores da economia ocidental tomaram decisões importantes em estado de euforia química. Para compreender a crise da new economy é preciso reflectir sobre o estado psíquico e emocional de milhões de trabalhadores que correram atrás do imaginário “mundo novo” onde todos seriam ricos e saudáveis alem de extraordinariamente inteligentes. E a fotografia o que tem a ver com tudo isto? Existe uma quantidade inacreditável de gente que participa em cursos e workshops seguindo ao milímetro aquilo que lhe dizem, bem como muitos “fotógrafos” que percorrem meio mundo e visitam locais onde foram realizadas fotografias “famosas” para tentarem reproduzir essas mesmas fotos que outros já realizaram. Estranho não é? A lavagem ao cérebro parece acontecer em todas as áreas e actividades. Se precisa de alguém para lhe dizer o que deve fazer para criar o seu próprio universo fotográfico, fique atento. Pode perfeitamente não ser a pessoa que pensa que é. OPV      

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Integridade (Causas) Inserido Monday 07 July 2008 20:24

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Mountain of vanity  

 

Todos, ou quase todos levamos a nossa miserável vidinha tranquilamente, mesmo quando sabemos que a humanidade tem uma ampla capacidade de produção de alimentos para todos os seres terrestres, e toleramos displicentemente que o sistema de mercados resulte em milhões de seres humanos a morrer á fome todos os anos. Isto terá origem numa miríade de reflexos cerebrais mal formados que sinalizam tamanha falta de integridade das pessoas, o que poderá determinar a desqualificação da humanidade como “raça superior” e levá-la á mutação para uma espécie de “andróides” estimulados pelo consumo e o hedonismo! È um facto que os reflexos condicionados nos governam boicotando as nossas mentes. O medo da pobreza, da doença ou do insucesso social leva-nos a fazer coisas que se pensássemos bem não faríamos. Integridade significa que a mente lúcida e desperta, deve combater a geometria tridimensional, os reflexos condicionados instalados e os arquétipos ancestrais que nos vão assombrando ao longo da vida. Algumas crenças dadas como provadas e aceites como puras verdades não são mais que uma simples ilusão, por vezes de óptica (como a fotografia não se cansa de demonstrar). Eis algumas dessas crenças; A crença de que as linhas rectas se estendem até ao infinito. Acreditar que varias linhas podem passar pelo mesmo ponto ao mesmo tempo. A crença que os “sólidos” são realmente sólidos. Acreditar num mundo tridimensional independente dos nossos reflexos cerebrais. A crença que existe mais do que uma raça de seres humanos. Acreditar que o dinheiro existe independentemente dos nossos cérebros (dêem um milhão de euros a um macaco ou a um cão e logo vêem) e numa quantidade limitada. A crença que os recursos existem também em quantidades limitadas (para quem e por quem?). Existem mais algumas mas fico-me por aqui. Que resulta então de tudo isto? Bom, tanto a mente com as leis cósmicas que ela transcreve são “não localizadas” nãos especificadas, isto é sem peso, sem massa sem temperatura. Tudo o que se passa na nossa mente é um reflexo que preenche um determinado espaço mas que não tem uma verdadeira conexão com o “real” embora pareça coerente com as forças universais. Os nossos conceitos de “cima” e “baixo”, “quadrados” ou “cubos” não passam disso mesmo, conceitos que não tem correspondência real no universo “lá fora”, exterior á nossa mente. O que tem a fotografia a ver com isto? Tudo, continuem a praticá-la e pode ser que um dia tenham a resposta. OPV  

 

 

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Revolução ? (Causas) Inserido Saturday 05 July 2008 21:12

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Matriarchal work

 

Praticamente em todas épocas da historia surgiu a figura de um (ou mais) salvador, que nas suas tentativas de libertar a humanidade deram a origem a catástrofes de grandes proporções. Ficamos a saber que a rebelião ou a tentativa de mudança do status quo, longe constituir um facto único, não é mais do que parte de um ciclo maior de perturbação e restabelecimento da Ordem. Podemos então pôr tudo em dúvida. A questão não é apenas se uma revolução qualquer contra o Sistema poderá cumprir ou não o que pretende, nem se precisa de terminar numa orgia de destruição. A duvida é se o seu advento não terá sido previsto ou mesmo planeado pelo Sistema. E será, que, mesmo aqueles que se libertam do Sistema têm a liberdade para fazer qualquer outra escolha? Valerá a pena correr o risco de rebelião declarada ou então a resignar-se a jogar os jogos locais de “resistência” ao mesmo tempo que se permanece dentro do Sistema? Ou seja; minar o Sistema por dentro ou ataca-lo por fora? Embora o capitalismo selvagem e a seita de especuladores ainda estejam no poder através da política, da publicidade e dos meios de comunicação. As pessoas devem perder o medo e perceberem que os seus pseudo empregos, os seus lindos carros, as suas casas de sonho, as suas dívidas, hipotecas e apetite desenfreado pelo consumo, não passa de mais uma “realidade virtual” há qual aderiram sonhadoramente. A meio do caminho descobriram que o sonho virou pesadelo e que são tão escravos do Sistema como no tempo dos Romanos. A diferença é que agora não vão para as galés mas sim para debaixo da ponte ou para o psiquiatra com a sua personalidade completamente destroçada. Quem tudo quer, tudo perde. Mas cada um tem aquilo que merece, não é? OPV

 

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Falha no sistema (Photognose) Inserido Thursday 03 July 2008 21:29

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I am the death

 

Os seres humanos como paradigma, definem “melhor” a sua “realidade” através do sofrimento e da dor. Enfrentar e superar obstáculos é uma condição para que nós, humanos, possamos aprender algo com a realidade. Sendo assim, tudo o que vivemos como realidade é mentira. Isto porque como espécie vimos a repetir os mesmos erros permanentemente ao longo dos séculos. A nossa actual condição “real” ainda é a de escravos do consumo e da publicidade, bem como seguidores sonâmbulos de pretensos políticos iluminados. São raros aqueles que tem poder adicional para modificarem as regras que limitam a nossa prisão mental. A maioria acaba por decidir manter-se dentro da ilusão mesmo sabendo que se trata duma ilusão e nada mais. Haverá maior ilusão do que o dinheiro? Este sistema actual oferece á humanidade uma espécie de “playground” no qual podemos jogar uma série de jogos, fazer de famosos, de riquinhos, de escritores, de estudantes universitários etc. o que se quiser. O que é preciso é publicidade de preferência na TV. Não importa que se esteja teso como um carapau, desde que se pareça rico, não importa que não se saiba articular uma frase, desde que alguém escreva um livro por nós, não importa nunca ter feito nada de interessante na vida desde que se apareça nas festas e nas revista e se possa passar por “famoso”. Não importa que se formem milhares de analfabetos graduados (universitários praticamente analfabetos) porque desde que tenham um canudo estes jovens pensam que podem distorcer o “real”. O futuro que vem aí não vai ser bonito de se ver, o regresso á “idade media” ou das trevas é algo que ninguém quer admitir, mas desenganem-se os sonhadores com um mundo tipo “second life” porque é precisamente por esse hiato pelo qual vamos passar. Se querem imaginar o futuro pensem no filme “Mad Max” e estarão mais perto da “realidade”. OPV  

 

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