Watchful
Este artigo era para ser sobre fotografia mas o Dick pediu-me que divulga-se este aviso á navegação.
“Chegou-me aos ouvidos através de uma pulga indiscreta (também vem no JN) que no canil intermunicipal de Vale de Cambra, há irmãos meus a serem negligenciados. Pelo que consta os cachorros estão praticamente a morrer á fome e completamente desidratados. Segundo a directora do canil, já foram recolhidos assim, magros e sarnentos. Ao sábado, os cachorros comem mais tarde porque ao domingo o canil está fechado. Por consequência os animais ficam completamente sozinhos. Ora bem, como ainda não consegui confirmar esta informação, por enquanto não vou tomar medidas drásticas. Mas se por acaso vier a descobrir, que, pessoas que recebem um salário para cumprir uma determinada missão, se estão nas tintas para aqueles que devem cuidar e proteger, estamos mal. Os responsáveis podem pensar que estou a ladrar ao vento, mas não se esqueçam que há muitos cães soltos nas ruas. Em qualquer esquina, a qualquer momento, estão sempre sujeitos a levar uma mordidela. Não subestimem a rede de comunicações canina. Muito menos, a sua guarda avançada. Uma coisa é uma visita do “Horácio”, um cão de raça lavrador, muito cavalheiro, que faz de conta que morde. Outra história é uma visitinha do “Matracas”. Um Pit Bull meio marado, que sempre que sabe de historias destas, arranja maneira de se escapar ao dono, e faz uns estragos do caraças. Todo aquele que maltratar, abandonar ou negligenciar animais, e neste caso específico, cães, deve estar preparado para mais tarde ou mais cedo sofrer as consequências. Até agora não sabiam disto, a partir de agora não digam que não vos avisei. Se não gostam de nós tudo bem. Mas não nos iludam, nem nos batam. Respeitem-nos, e deixem-nos em paz. Lembrem-se que o “Matracas” não é exemplar único.” Devo acrescentar que o Dick estava mesmo zangado, quando me ditou este aviso, e que noutro dia durante um passeio encontrou dois cães com um aspecto duvidoso. Pareceu-me que estavam a conferenciar. Cá por mim, não gostava nada de encontrar nenhum daqueles dois, á noite, numa rua escura. È bom lembrar que, por vezes, a realidade ultrapassa a ficção. OPV
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