Surrealistic acupuncture
Uma recente descoberta cientifica interessante, é a de que; apesar de o processo visual dos seres humanos, ser como uma sucessão de fotogramas, todos nós vemos o movimento sem falhas. O tal “muro visual”, lembram-se? Praticamente como no cinema, onde as linhas negras ente os fotogramas não são visíveis. Movendo os olhos, não vemos a imagem arrastada, porque o cérebro tem um sistema que desactiva os impulsos do nervo óptico enquanto os olhos se movimentam. Este mecanismo de compensação, torna a pessoa cega pelo menos 10% do tempo que passa acordada. Isto porque na prática, o cérebro não recebe informação visual quando os olhos se movem de um ponto para o outro. Fantástica descoberta. A máxima de “ver para crer” já era. O melhor é cheirar para não duvidar, ou apalpar para confirmar. Brincadeiras á parte, esta é mais uma acha para a fogueira, da “realidade virtual” em que vivemos. Toda a “realidade” que construímos dentro das nossas cabecinhas é falsa, ou no mínimo, pouco fidedigna. A partir daí, é sempre a descer. Se vivemos numa sociedade predominantemente assente na construção visual, e esta mesma informação visual é parcialmente falsa, o que é que vemos na “realidade”? A resposta é capaz de ser assustadora, mas talvez explique a alucinação colectiva em que a humanidade vive. Se estamos todos a alucinar (e de que maneira) com uma determinada “realidade”, não estarão os “lúcidos” loucos, e os “loucos” não serão os único lúcidos? Pelo sim pelo não, enquanto mantêm a sua periclitante lucidez, fotografe como um louco! OPV
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