They exist!
Estamos a viver tempos em que o conhecimento e a energia mental estão a circular freneticamente. Há umas décadas atrás os conhecimentos esotéricos eram adquiridos em escolas iniciáticas e os livros não eram fáceis de encontrar. Quem tivesse sede de conhecimento e quisesse informação, tinha de a procurar e estudar. Assim, normalmente o “aluno” tinha fibra, disciplina e dava valor àquilo que aprendia. Nos dias de hoje a informação, (deturpada) é impingida á juventude (e não só) inserida num contexto leviano, quer seja em jogos de computador, sites de ocultismo, lojas místicas ou astrólogas de estúdios de televisão. Há milhares de livros de auto ajuda e de magia, para não falar dos cultos satânicos de adolescentes que coleccionam nomes de “demónios”, mas cujo objectivo maior é impressionar as coleguinhas da escola. O sucesso planetário de Harry Potter não é por acaso. No entanto não deixa de ter um aviso; brincar coma “magia” é divertido mas pode ter consequências.
Todavia há uma corrente ocultista que afirma o seguinte; “ os jovens que compõe a geração actual, são nada mais, nada menos do que espíritos transgressores, que não se redimiram em centenas de encarnações, procurando sempre o poder aqui na Terra através de magia, do saber, da força. São o lixo da Terra encarnado”. Não é nada meiga, esta corrente. Mas não ficamos por aqui; os Maias já previam tudo isto nas suas profecias e há um guru que afirma o seguinte;” Em contrapartida, existe uma nova leva de humanos, alguns já com 12 a 15 anos, que não parecem ser deste mundo ou espíritos da Terra. São facilmente reconhecidos por terem os olhos... digamos... diferentes. As pupilas são grandes, com olhar curioso e inocente, em tudo parecido como os olhos de um coelho. Vivem perscrutando o ambiente em busca de saber de tudo o que se passa e, ao mesmo tempo, transmitem uma segurança, austeridade e experiência de uma alma que já viveu milénios. Como é que isto é possível? Inocência e experiência não costumam caminhar juntas na evolução humana... o meu palpite é de que não sejam humanos. Já tive a oportunidade de encontrar duas meninas assim, e confesso que me deixaram nervoso”. Pudera, qualquer um fica nervoso só de ler isto. Mas afinal toda esta conversa para quê, e o que tem tudo isto a ver com a Fotografia? Tem tudo, porque numa analogia com a “magia” a tecnologia digital dá a possibilidade a todos de fazerem “magia”, neste caso fotográfica. Tudo parece fácil e fluido, desabrocham fotógrafos como cogumelos mágicos, o Photoshop substitui a bola de cristal, e a varinha magica tem pelo menos 8 milhões de pixels. Mas os resultados? São os mesmos que obtêm o aprendiz de feiticeiro, alguns efeitos espectaculares, mas consistência conceptual, niqueles. A lição é clara, tanto na “magia” como na Fotografia, não chega querer, é preciso saber. Se o “guru” tiver razão acerca desta nova geração, então teremos aí uma fornada de autênticos “mestres”. A ver vamos, mas entretanto não embarquem em “histórias”, estudem, pratiquem fotografia e sobretudo eduquem o olhar, mesmo que tenham olhos de coelho. OPV
realmente há tanta coisa que se diz... mas que realmente assustam e até têem lógica credível, que acho que até é bem saúdavel brincar de fotógrafos.
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