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Há pelo o menos uma dezena de fotógrafos que qualquer amante da Fotografia deve levar muito a sério. Como é evidente esta lista varia de pessoa para pessoa, e pode mesmo variar na mesma pessoa, mas em tempos diferentes. Hoje em dia posso apreciar um tipo de fotografia a que “não ligava nenhuma” há vinte anos atrás. Se quem lê estas linhas não gostar desta lista e tiver outra alternativa, óptimo, desde que saiba quais são as suas próprias referencias, sabe também quem e o que deve evitar. Seja como for aqui vai metade da lista. Antes de serem Fotógrafos eram seres humanos inteligentes, astutos, atentos àquilo que os rodeava e interessava.
Cartier Brenson uma lenda ainda em vida e praticamente unânime na comunidade fotográfica. Raramente um fotógrafo foi tantas vezes citado como exemplar de uma das grandes capacidades da fotografia: captar um momento. Entre muitas outras teve esta frase histórica “Na verdade, não estou nada interessado na fotografia em si. A única coisa que quero é captar uma fracção de segundo da realidade”. A sua fotografia mais publicada foi “Domingo nas margens do Marne”. Cartier Brenson realçou repetidamente que não era possível apreender a tirar fotografias. Era um observador astuto, um homem de visão que sabia o que queria e o que interessava.
Herbert List entrou para a história da fotografia como mestre da “fotografia metafísica”. Colocou objectos em contextos estranhos e não familiares e encenou encontros entre fragmentos arrancados á realidade. Tentou captar “a magia da aparência na imagem”.
Philippe Halsman é um dos fotógrafos de retratos mais original e inventivo do século passado. Publicou uma famosa série intitulada Imagens de Saltos com fotografias de personalidades conhecidas a dar saltos em frente da câmara. Uma das mais famosas é com Salvador Dali, seu amigo.
Robert Capa as suas fotos da guerra civil de Espanha atraíram a atenção para o seu nome. O seu lema “ Se as fotografias não são suficientemente boas, é porque não se está suficientemente perto” teve como consequência a sua própria morte. Tinha um talento único para transmitir numa só fotografia, de forma penetrante os sentimentos e sofrimento das pessoas nas guerras ou rebeliões.
Werner Bischof trabalhou com fotografia de moda e de objectos rigorosamente dispostos. Por volta de 1949 passou para o fotojornalismo mantendo a sensibilidade pela perfeição técnica, pela criatividade com luz e por uma composição formal das imagens. Ficou conhecido pelo ensaio Fome na Índia feito em 1951. Uma das fotos mais conhecidas de Bischof é Rapaz tocando flauta perto de Cuzco, tirada alguns dias antes da sua morte nos Andes.
No próximo artigo falo dos outros cinco. Embora possa deixar alguns e importantes Fotógrafos de fora, uma selecção tem sempre este risco. No entanto são estes que nesta altura me parecem os mais interessantes para serem estudados, OPV
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