Life Guard
Nos “velhos” tempos do filme, o acto de fotografar era essencialmente qualitativo e não quantitativo. Nos tempos do digital a escolha pode ser dupla, quantitativa e qualitativa. No filme exigia-se ao fotógrafo uma postura definida e um ponto de vista bem assumido. No digital, o máximo número de pontos de vista é o que pode fazer a diferença de Fotógrafo para fotógrafo. Seja como for, dois fotógrafos ao registrar a mesma cena simultaneamente farão imagens distintas. A cena é mutante e contem uma pluralidade de valores e conceitos. No entanto, não é a maquina que faz a diferença mas sim o fotógrafo e o seu conhecimento do contexto, bem como o seu olho fotográfico que lhe permite uma abordagem mais astuta da temática em causa. O fotógrafo não se deve esquecer que é um ser complexo e único e se deve assumir como tal e não procurar á viva força ser mais um “Salgado” ou “Brenson”. Por tudo isto que atrás foi dito, e pela filosofia que impera no mundo da fotografia actual em que o que prevalece é o “bem arranjadinho”, tenho as minhas duvidas que tão cedo apareça realmente um outro “Salgado” ou “Brenson”. Se isto é mau ou bom não sei. O que sei é que, estes, como tantos outros, são referencias, e referencias no mundo da fotografia devem servir como pontos de partida e não como locais de chegada. OPV
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