No hope
Um texto sânscrito descreve que a época de Kali, ou da destruição, poderá ser identificada quando “a sociedade atingir um nível em que a propriedade conceda categoria, a riqueza for a única fonte de virtude, a paixão constituir o único laço de união ente marido e mulher, a falsidade for a matriz do sucesso na vida, o sexo o único meio de prazer, e quando os ornamentos exteriores se confundirem com a religião interior". Parece familiar ou não? Onde é que eu já vi isto? Claro, todos os dias no telejornal. Esta dicotomia entre o bem e o mal que nos sufoca vai acabar com a nossa pouca sanidade mental. A educação que nos é dada, as metas que nos são propostas, correspondem sempre ao interesse de outros, e muito raramente ao nosso próprio interesse. Já o famoso ministro da propaganda nazi, sabia perfeitamente como manobrar as massas, passou á prática, a teoria de que, o comportamento de uma colectividade alienada é sempre caracterizado pelo nível intelectual mais baixo. Nesta era da super informação, em que somos todos super informados (riso) está na altura de perguntarmos a nós mesmos quando foi a ultima vez em que conscientemente, tomamos uma decisão séria, livre da influência de alguma coisa. Somos capazes de ficar surpreendidos quando descobrirmos que nunca tomamos uma decisão na vida, a vida é que decidiu por nós. Parece pouco plausível mas é verdade, se analisarmos bem a nossa vida, descobrimos que parecemos uma rolha no oceano ao sabor da corrente. Mas eu decidi isto ou aquilo, argumentam alguns, pura ilusão, as nossas “decisões” adequam-se sempre (e é mesmo sempre) àquilo que já foi decido para nós (e não por nós). Então quem é que decide tudo? Bom, alguns chamam-lhe deus, outros, destino, matrix, grande arquitecto, até pode ser o Bill Gates. Para mim pouco importa, com tanta inteligência artificial, já percebi que deixamos de ser robots e passamos a cyborgs. OPV





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