Basket no ball
As práticas actuais da remuneração do trabalho condicionam o ser humano de maneira a fazer crescer o sindroma do vício do dinheiro. O trabalhador por conta de outrem recebe uma “pequena” dose de dinheiro no princípio do mês, quase sempre bem calculada para sustentar uma pessoa extremamente frugal até por volta do dia 10 desse mês. Mediante a dura experiência que cada vez mais é comum a todos aqueles que fazem parte do mercado de trabalho, o escravo, desculpem, o trabalhador consegue fazer render a dose até ao dia 15, talvez até ao dia 20. O resto do mês é passado a sofrer uma ansiedade tremenda, como numa crise de abstinência ou privação de droga. No princípio de cada mês recomeça o drama todo. E atenção que isto pode acontecer mesmo aqueles que ganham muito dinheiro, mas cujos rendimentos dependem de outrem. Porque mesmo para estes, paira sempre a sombra do desemprego no horizonte. Os patrões têm o fantasma da falência. Qualquer traficante, politico, ou vendedor sabe que é este período de privação que sustenta o ciclo todo. Na fotografia está a passar-se algo do género; o fotógrafo principiante ou mais imaturo (bom, mesmo alguns dos mais experientes) é constantemente assediado (e convencido) a comprar a ultima maquina com mais pixels e melhor tecnologia, ou o mais potente software. Porque são estes gadgets que lhe vão permitir ser um fotógrafo famoso. È convencido que estando privado da última tecnologia não vai conseguir sem alguém no mundo da fotografia. Para ver bem quanto isto do dinheiro o afecta, tente o leitor imaginar o mais realisticamente possível, o que faria se amanhã todo o seu dinheiro e fontes de rendimento desaparecessem. Esta vida é mesmo uma droga (e potente). OPV





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