Matriarchal work
Praticamente em todas épocas da historia surgiu a figura de um (ou mais) salvador, que nas suas tentativas de libertar a humanidade deram a origem a catástrofes de grandes proporções. Ficamos a saber que a rebelião ou a tentativa de mudança do status quo, longe constituir um facto único, não é mais do que parte de um ciclo maior de perturbação e restabelecimento da Ordem. Podemos então pôr tudo em dúvida. A questão não é apenas se uma revolução qualquer contra o Sistema poderá cumprir ou não o que pretende, nem se precisa de terminar numa orgia de destruição. A duvida é se o seu advento não terá sido previsto ou mesmo planeado pelo Sistema. E será, que, mesmo aqueles que se libertam do Sistema têm a liberdade para fazer qualquer outra escolha? Valerá a pena correr o risco de rebelião declarada ou então a resignar-se a jogar os jogos locais de “resistência” ao mesmo tempo que se permanece dentro do Sistema? Ou seja; minar o Sistema por dentro ou ataca-lo por fora? Embora o capitalismo selvagem e a seita de especuladores ainda estejam no poder através da política, da publicidade e dos meios de comunicação. As pessoas devem perder o medo e perceberem que os seus pseudo empregos, os seus lindos carros, as suas casas de sonho, as suas dívidas, hipotecas e apetite desenfreado pelo consumo, não passa de mais uma “realidade virtual” há qual aderiram sonhadoramente. A meio do caminho descobriram que o sonho virou pesadelo e que são tão escravos do Sistema como no tempo dos Romanos. A diferença é que agora não vão para as galés mas sim para debaixo da ponte ou para o psiquiatra com a sua personalidade completamente destroçada. Quem tudo quer, tudo perde. Mas cada um tem aquilo que merece, não é? OPV
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