I am the death
Os seres humanos como paradigma, definem “melhor” a sua “realidade” através do sofrimento e da dor. Enfrentar e superar obstáculos é uma condição para que nós, humanos, possamos aprender algo com a realidade. Sendo assim, tudo o que vivemos como realidade é mentira. Isto porque como espécie vimos a repetir os mesmos erros permanentemente ao longo dos séculos. A nossa actual condição “real” ainda é a de escravos do consumo e da publicidade, bem como seguidores sonâmbulos de pretensos políticos iluminados. São raros aqueles que tem poder adicional para modificarem as regras que limitam a nossa prisão mental. A maioria acaba por decidir manter-se dentro da ilusão mesmo sabendo que se trata duma ilusão e nada mais. Haverá maior ilusão do que o dinheiro? Este sistema actual oferece á humanidade uma espécie de “playground” no qual podemos jogar uma série de jogos, fazer de famosos, de riquinhos, de escritores, de estudantes universitários etc. o que se quiser. O que é preciso é publicidade de preferência na TV. Não importa que se esteja teso como um carapau, desde que se pareça rico, não importa que não se saiba articular uma frase, desde que alguém escreva um livro por nós, não importa nunca ter feito nada de interessante na vida desde que se apareça nas festas e nas revista e se possa passar por “famoso”. Não importa que se formem milhares de analfabetos graduados (universitários praticamente analfabetos) porque desde que tenham um canudo estes jovens pensam que podem distorcer o “real”. O futuro que vem aí não vai ser bonito de se ver, o regresso á “idade media” ou das trevas é algo que ninguém quer admitir, mas desenganem-se os sonhadores com um mundo tipo “second life” porque é precisamente por esse hiato pelo qual vamos passar. Se querem imaginar o futuro pensem no filme “Mad Max” e estarão mais perto da “realidade”. OPV
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