Página Inicial Data de criação : 07/12/04 / Última actualização : 08/08/27 21:21 / 158 Artigos publicados
 

Referencias (Sobre Fotografia) Inserido Monday 04 August 2008 22:38

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Referencias

Life Guard    

Nos “velhos” tempos do filme, o acto de fotografar era essencialmente qualitativo e não quantitativo. Nos tempos do digital a escolha pode ser dupla, quantitativa e qualitativa. No filme exigia-se ao fotógrafo uma postura definida e um ponto de vista bem assumido. No digital, o máximo número de pontos de vista é o que pode fazer a diferença de Fotógrafo para fotógrafo.    Seja como for, dois fotógrafos ao registrar a mesma cena simultaneamente farão imagens distintas. A cena é mutante e contem uma pluralidade de valores e conceitos. No entanto, não é a maquina que faz a diferença mas sim o fotógrafo e o seu conhecimento do contexto, bem como o seu olho fotográfico que lhe permite uma abordagem mais astuta da temática em causa. O fotógrafo não se deve esquecer que é um ser complexo e único e se deve assumir como tal e não procurar á viva força ser mais um “Salgado” ou “Brenson”.  Por tudo isto que atrás foi dito, e pela filosofia que impera no mundo da fotografia actual em que o que prevalece é o “bem arranjadinho”, tenho as minhas duvidas que tão cedo apareça realmente um outro “Salgado” ou “Brenson”. Se isto é mau ou bom não sei. O que sei é que, estes, como tantos outros, são referencias, e referencias no mundo da fotografia devem servir como pontos de partida e não como locais de chegada. OPV

 

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Autoria (Informativas) Inserido Saturday 02 August 2008 22:07

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Autoria

One ball and half  

Mudando de tema, e para elucidar uma amiga que visita regularmente este blogue quero esclarecer o seguinte; todas as fotos exibidas neste blogue são da minha autoria, excepto, aquelas (raras) em que fotografei por motivos estéticos algum cartaz, poster, outdoor ou sinais de transito. Mesmo essas fotos de outras fotos, posso considerar que são minhas, porque são uma nova abordagem em termos de luz e enquadramento, àquilo que está exposto. Ser autor é confirmar as minhas raízes e o meu reportório pessoal, gerando um produto que passa a ser de domínio público. Expor-me através daquilo que faço é o resultado da minha “arte” e não da minha própria identidade. A “obra” fotográfica que aqui vou apresentando é composta e criada por mim, e é fruto das minhas próprias vivências, técnicas e conhecimentos. Quanto aos textos, estes são reflexões sobre alguma prosa (pseudo?) científica já editada, que procuro reciclar á luz duma abordagem mais subversiva. Ironia é a palavra-chave. Diga-se de passagem, que esta fusão de fotos e textos é um processo privado, singular e intimista. Se aquilo que exponho aqui, alcança algum publico, e este se identifica (ou não) com aquilo que vê ou lê, óptimo. Se não, óptimo na mesma, porque o meu gozo advém daquilo que faço e não dos resultados que esse trabalho pode originar (elogios ou criticas), que são sempre bem vindos. Como é evidente, não estou á espera de ter lucros milionários com este blogue. A genialidade do conceito de blogue (qualquer um, e não este em particular) está precisamente na permissão dada ao indivíduo para desenvolver a noção do seu “eu -artista”. Se ele o usa como mera caixa de ressonância do seu ego, ou, o faz usando metáforas, ironia ou obras bem estruturadas visualmente, já é outro assunto. OPV           

 

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O Universo é mesmo um computador. (Photognose) Inserido Friday 01 August 2008 21:01

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, O Universo é mesmo um computador.

Coffee smell

 Em 1868 Thomas H. Huxley diz o seguinte; o tabuleiro de xadrez é o mundo; as peças são os fenómenos do Universo; as regras do jogo são o que chamamos Leis da Natureza. O jogador no outro lado está oculto de nós. Já abordei este tema que acho fascinante e incontornável. E se tudo o que vemos for apenas uma simulação de computador? O filme Matrix aborda esta ideia com a ajuda de espectaculares efeitos visuais criados precisamente por computadores. Estes efeitos parecem incrivelmente reais. Mas o que me intriga mesmo é que existem abordagens cientificamente sérias que sugerem que todo o Universo, incluindo nós mesmos, seja essencialmente o trabalho de um grande computador. Voltemos á metáfora do xadrez de Huxley. Esqueça as peças e fique apenas com o tabuleiro. “Cada casa do tabuleiro é uma célula, e cada uma destas células pode ser branca ou preta. Agora, a cor destas células não depende mais do padrão monótono e fixo do xadrez, mas pode mudar de acordo com regras simples implementadas dentro de cada uma delas. Estas regras são executadas em todas as células simultaneamente, toda vez que um relógio bate. O tabuleiro transforma-se assim num autómato celular”. “Cada célula deste autómato pode, por exemplo, ter o seguinte conjunto de regras: se houver três células imediatamente vizinhas brancas, ela deve ficar ou continuar branca. Se houver duas células vizinhas brancas, sua cor não deve mudar. Se houver menos de duas ou mais de três vizinhas brancas, deve ficar ou continuar preta. E isso é tudo. Se leu essas regras, deve ter percebido que elas são muito simples. Mas a partir delas, executadas em cada célula deste autómato, uma ordem incrível de complexidade pode surgir”. O mundo pode parecer contínuo, analógico em muitos aspectos: basta olhar para o arco-íris que parece variar suas cores continuamente. Mas apenas parece. No mundo do infinitamente pequeno, regido pelas leis da física quântica, o infinitamente pequeno pode simplesmente não existir. Até mesmo o tempo e o espaço podem não ser contínuos: existirá uma quantidade mínima de tempo e espaço passível de ser medida, e possivelmente, de acontecer no nosso Universo. E um Universo em que tempo e espaço ocorrem aos impulsos é justamente o universo dos autómatos celulares. O padrão de pigmentação em conchas, nas asas da borboleta, nas árvores e muitos outros sítios pode ser reproduzido por autómatos celulares com regras definidas. Isto evidencia processos de computação que já ocorrem na natureza. Caso o Universo seja um computador funcionando em algum lugar, nós podemos estar igualmente certos de que onde quer seja, não é neste Universo: o lugar onde o nosso Universo estará é o Outro.
Podemos saber pouco sobre o Outro. Uma vez que contém algo que é responsável por nosso Universo, e como nosso Universo pode criar computadores universais, então o Outro é certamente capaz de produzir computadores universais. Além disso, se as leis físicas que conhecemos são resultado de regras em um autómato celular, podem existir muitas outras regras, muitos outros universos. E todos eles podem estar contidos no Outro, que por sua vez pode ter leis físicas imponderáveis a nós. Estudar nosso Universo não diz muito mais do que isso sobre o Outro. Por tudo isto e muito mais, é provável que todas as fotos que já tirou e que vai tirar, já estejam feitas, algures, num espaço-tempo incompreensível para si neste preciso momento. Resumindo, se o ser humano enquanto fotógrafo está programado para “fazer” ao longo da sua vida 66.606 fotos, pode ter a certeza que não vai fazer nem mais nem menos uma. O mais alarmante é que, se isto acontece em relação ao número de fotos, é muitíssimo provável que também aconteça em relação aos temas dessas mesmas fotos. Enfim, o fotógrafo não passa de mais uma máquina que segura e espreita por outra máquina. OPV
 

 

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Você já é um Cyborg? (Photognose) Inserido Thursday 31 July 2008 21:25

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Você já é um Cyborg?

Nestes tempos modernos, o “corpo – maquina” da era industrial, vai ficando obsoleto; começa a surgir então o estranho “corpo – informação” da sociedade pós industrial. Se um indivíduo não sabe que tipo de criatura é nestes tempos conturbados, o “teste” abaixo pode ajudar.

Responda “sim” ou “não” ás seguintes perguntas.

1- Você é dependente da tecnologia a um tal ponto que não se imagina a sobreviver sem ela?

2- Rejeitaria voluntariamente um estilo de vida livre de toda e qualquer a tecnologia mesmo que pudesse continuar a viver com ela?

3- Ficaria embaraçado e desumanizado (não confundir com pudor) se alguém removesse a sua cobertura artificial (roupas) e expusesse o seu corpo biológico em publico?

4- Considera o seu deposito bancário (supondo que tem algum) como um recurso pessoal mais importante de que as suas capacidades pessoais?

5- Recebe a maior parte do seu conhecimento acerca do mundo através de linguagem artificial e simbólica ou através de experiências sensoriais e naturais?  

6- Dá mais valor ás capacidades técnicas e manipuladoras de tecnologia informatizada do que ás qualidades primárias e biológicas das pessoas?

7- Passa mais tempo a pensar e a falar as suas posses “externas” e “acessórios” do que das suas qualidades “internas”?

Se respondeu sim a quatro ou mais perguntas, para o melhor e para o pior, você já é um Cyborg. OPV  

 

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Deus ex machine (Photognose) Inserido Wednesday 30 July 2008 22:07

Blogue de kaskais : Psychophoto by Kaskais, Deus ex machine

Lips

Está fascinado com o seu computador? Siderado com as capacidades da sua nova maquina fotográfica digital? Completamente embevecido com as habilidades do seu telemóvel? Sim? Então pense bem. Todas estas maravilhas estão ao seu serviço, ou é você que está ao serviço delas? Para alguns pensadores contemporâneos a tecnologia têm a sua própria agenda e esta é cada vez mais alienígena. Se pensa que as tecnologias são suas escravas ou simplesmente uma extensão de si próprio, é melhor clarificar as suas ideias. A aliança e o pacto criativo que faz com os seus gadgets podem vir a ser um novo mito do Dr. Fausto. Isto porque o perigo é que o pacto tome forma de subserviência; em lugar de dominar a tecnologia, seremos dominados por ela. Transformada em novo “deus” a tecnologia e o seu imaginário espiritualizado permitiriam construir um “self” divinizado, sem limites, múltiplo e aparentemente perfeito. Mas não há espaço no universo para dois deuses com tal poder, nós e a tecnologia. Se a tecnologia se fundir com o “self”, isto dará origem a um único “deus” híbrido. Terá então cabimento a teoria de que os seres humanos não são mais do que um “útero” para a máquina. A finalidade da raça humana é servir de hospedeiro ao “deus-machina”. O cinema já se encarregou de explorar esta teoria em filmes como Matrix e Terminator, mas aquilo que hoje parece ficção só nos deve alertar para a velha máxima de que “a realidade ultrapassa sempre a ficção”. O consumismo e o imaginário cultural actual fazem das tecnologias e do virtual, uma religião de salvação para aqueles que estão encerrados na prisão material da identidade. O chip no carro, o chip no cão, o chip no cartão Multibanco, o chip no BI, as transacções electrónicas, as câmeras de vigilância, a Net e toda a virtualidade do mundo actual, fazem com que o “deus-machina” monstro vá crescendo desmesuradamente. Quando acordarmos já será tarde. Teremos deixado “pegadas virtuais” por todo o lado. Por tudo isto, na próxima vez que espreitar pelo visor da sua máquina fotográfica e estiver prestes a seleccionar velocidade ou abertura, pense se realmente está a usar a máquina ou se é esta que o está a usar a si. Seja como for, a foto será sempre da responsabilidade dela (ou será sua?). OPV    

 

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