O Tempo
A identidade pessoal é especialmente problemática num mundo de múltiplas hipóteses. O nosso processo cognitivo muda de acordo com a necessidade imposta pela continuidade causal. Este estado mental de posicionamento ocorre num tempo pessoal. No dia a dia que a consciência atravessa, podemos ignorar a diferença entre tempo pessoal e tempo “externo”. Quando se instala a “psicose” tem-se a tendência para considerar que “só” os objectos temporariamente presentes são reais. O passado já foi e não existe mais e o futuro será mas não existe ainda. Quem vive só para o presente (será possível viver de outra maneira?) não se apercebe que o tempo é uma dimensão no mesmo sentido que as outras três dimensões espaciais. Um relógio mesmo parado acerta duas vezes por dia na hora que marca. Quando não se usa o cérebro como deve ser e cedemos á superficialidade, podemos ter a certeza que assim se transforma uma vida numa superfície plana e sem profundidade. È preciso ter cuidado com os espelhos. OPV
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