Página Inicial Data de criação : 07/12/04 Última actualização : 09/01/08 22:01 / 198 Artigos publicados
 

Uma janela para a Selva?  (Sobre Fotografia) Inserido Thursday 08 January 2009 22:01

Vivendo no meio da nossa sociedade materialista e tecnologicamente avançada, sinto-me cada vez mais interessado no outro lado da vida: o sentido “místico” ou holístico, e ecológico da existência. A fotografia funciona como uma extensão dos meus cinco sentidos. Através do processo fotográfico, eu posso ver, ouvir, cheirar, saborear, e tocar o mundo. Se puder partilhar esta experiência com outras pessoas, óptimo. Todavia isto revela-se cada vez mais difícil devido á “banalização” da fotografia. Infelizmente, a profusão de fotos e “fotógrafos” que invadem o mundo, tendem a vulgarizar a Fotografia enquanto Arte. Não existe um modelo claro e cristalino de avaliação da fotografia como um meio especifico de Arte. À maioria dos Críticos de Arte, falta o necessário vocabulário descritivo e técnico para a compreensão e avaliação da aparência de uma fotografia. Este défice de compreensão é facilmente explicável, devido em parte ao simples facto de que os aspectos técnicos da prática fotográfica avançada são estranhos para quase todos, excepto para aqueles que consistentemente trabalham com uma câmara e produzem imagens. A aparente ausência da mão do artista faz com que seja muito mais fácil avaliar a pintura ou a escultura do que o caso de uma fotografia. Na fotografia não há espaço para a especulação nem para a linguagem descritiva para caracterizar a maneira como a foto foi feita. Como resultado, o significado de um determinado trabalho é muitas vezes descrito por “coordenadas” que são facilmente discernidas pelo simples olhar, levando a que a maioria dos “observadores” se abstenha de tentar perceber quais as condições de produção que estão por “trás” da imagem observada. Se a fotografia é para ser entendida como um meio de Arte e comunicação, sempre e deliberadamente produtiva, com um significado no mesmo sentido da pintura, o que terá que acontecer é um maior e profundo conhecimento por parte do critico (e do fotógrafo) das inúmeras decisões que precedem a produção de uma imagem fotográfica, desde a parte conceptual até ao lado mais técnico e mundano da imagem. O desenvolvimento desse tipo de auto consciência crítica, do discurso analítico, será sinal que a fotografia entrou como igual “entre pares” no mundo da arte contemporânea, funcionando por si mesma e não como uma extensão do nome do seu autor. Por tudo isto que atrás foi dito, o fotógrafo contemporâneo está como que perdido, na selva de imagens que o rodeiam. Ou consegue definir muito bem, o tipo de imagens que quer produzir, ou é mais um que se perde na paisagem. Como evitar isto? Com muito estudo e muita informação. Como na selva real, convêm estar informado e equipado para aquilo que se vai enfrentar. Afinal, ninguém vai de sobretudo, ou de smoking para o meio da Amazónia. Ou será que vai? Nos dias de hoje nunca se sabe. OPV

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Mau tempo?  (Sobre Fotografia) Inserido Monday 05 January 2009 21:18

Longe de mim a ideia de dar lições de fotografia, mas há pequenas coisas de que nos devemos lembrar, quando estamos, ou vamos fotografar, e muitas vezes aquilo que nos parece ser desfavorável, torna-se num aliado precioso para conseguir uma boa foto. Aqui vão três pequenas dicas para quando for fotografar, principalmente se for a B/W ou paisagens. A fotografia a B/W, vive essencialmente dos contrastes entre a luz e a “sombra”. Pouco contraste e a imagem parece plana e pouco atraente. Por outro lado, um bom contraste com muitos tons de cinza e uma boa variação entre a luz e a sombra, é meio caminho andado para uma boa foto.

1º Madrugue ou faça uma sesta; de manhã (cedo) e ao fim da tarde, a luz é “melhor” do que a luz do meio-dia. Isto porque geralmente ao meio-dia há muito pouco contraste e os tons parecem desbotados. A fotografia parecerá “plana” pois a combinação de luz e sombra não é muito forte. Portanto, a seguir a um bom almoço, é preferível fazer uma boa sesta do que sair porta fora com a maquina em riste há procura da foto perfeita.

2º Mau tempo é “igual” a bom tempo; algumas das fotos mais interessantes são por vezes tiradas debaixo de más condições meteorológicas. A luz mais interessante aparece antes ou depois de uma tempestade. O céu e as nuvens fazem parte da paisagem. Um céu azul e limpo, aparecerá cinzento na foto a B/W. Com o céu parcialmente coberto a paisagem torna-se mais interessante. As formas e as sombras que as nuvens produzem podem enriquecer o cenário.

O inverno é melhor do que o verão; como o sol está mais baixo no inverno, o contraste entre a luz e a sombra prolonga-se durante a maior parte do dia. Normalmente quando a fonte de luz (o sol) está aproximadamente a 90 graus os contrastes tornam-se mais atraentes.

Claro que existem algumas excepções a estas “regras” e hoje em dia com a facilidade que o Digital proporciona, o fotógrafo até se pode dar ao luxo de se marimbar para o que atrás foi dito e fotografar a “torto e a direito”, e o que lhe der na real gana. Seja de que maneira for, fotografe sempre, e muito, mas não deixe de pensar naquilo que está a fazer e o que quer realizar. O processo conceptualista de uma fotografia é um dos grandes prazeres desta nobre Arte. Boas fotos e divirta-se. OPV

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Dubai ou Bai-Bai?  (Politika) Inserido Saturday 27 December 2008 20:00

A nail and a rainbow (um prego e um arco-íris)

Acabaram-se as tréguas (as boas festas) vamos lá á “realidade” pura e dura.

Ao contrário do que muitos aspirantes a “famosos” pensam , ser invejado é uma forma solitária de afirmação. Depende precisamente de não compartilhar a “nossa” experiência com aqueles que “nos” invejam. Somos observados com interesse mas não observamos com interesse, se o fizéssemos seríamos menos invejáveis. Sob este aspecto os invejáveis são como os políticos: quanto mais impessoais maior será a ilusão (para eles e para os outros) do seu poder. O poder dos fascinantes reside na sua suposta felicidade; o poder dos políticos na sua suposta autoridade. Ora, acontece que nem os políticos tem um poder “real” nem os “famosos” são necessariamente felizes e hoje em dia nem os “ricos” tem o dinheiro que pensavam ter. O poder do Sócrates (ou outro qualquer) é pura ficção. Só existe para aqueles que lhe são subalternos, tal como o “homem do bombo” que nas entranhas das galés marcava o ritmo para os escravos remarem e, não era tido nem achado no rumo que o barco levava, aliás ele próprio não passava de mais um escravo. Literalmente; ladrava para os que estavam em baixo, e miava para os que estavam em cima. Com as técnicas publicitarias dos nossos dias, o “homem do bombo” consegue convencer os incautos (e os escravos) que é o homem do leme, ou até que é o próprio dono do barco. A publicidade é perita nesse campo. Querem um exemplo? Reparem na enorme campanha publicitaria da CGD (para não falar na sede) que promete cuidar e tratar dos dinheiros dos portugueses. Por acaso alguém disse a esses mesmos portugueses que a sua querida e “fiel” CGD, deu (isso mesmo, deu) de dar, a troco de nada, cerca de 5% das acções do seu capital, aos angolanos do Grupo Mosquito? Não sabiam? Pois não, foi abafado e praticamente “ninguém” no governo sabe de nada e os “jornalistas” muito menos. Bom, não foi propriamente a troco de nada, foi simplesmente para poderem entrar no mercado angolano. O que vai dar praticamente há mesma coisa. Isto porque, meus amigos, mesmo não querendo ser desagradável, a verdade nua e crua é que Angola assim como o resto de Africa, não tem futuro nenhum. Lembrem-se que uma terra dita de oportunidades só é boa para os oportunistas. Não é um novo Dubai. È um novo “Bai-Bai” ao dinheiro que lá for enfiado. E se calhar até está bem assim. Não faz muito sentido querer por os angolanos a comportarem-se como europeus, a cumprir horários, leis, decretos e projectos quando eles querem é divertir-se e que não os chateiem. Mas mais difícil do que tudo o resto, é convence-los a não desconfiarem do europeu, e de que este não quer tomar conta daquilo tudo outra vez. Nada disto tem mal algum para aqueles que vão para Angola arriscar aquilo que é seu. Coisa que desaconselho vivamente. Mas termos que levar com “chicos espertos” que querem fazer grandes negócios com o dinheiro dos outros é que já é um bocadinho chato. Ora, nos tempos que correm, muitos daqueles que se julgavam “ricos” descobriram de um dia para o outro, que perderam tudo aquilo que os classificava como algo mais do que simples “humanos”. O dinheiro como entidade puramente ficcional (tal como o diabo) sempre teve a capacidade de comprar, e corromper “almas” (tal como diabo). Ambos deixam promessas no ar e por cumprir. Quem vendeu a sua “alma” por meia dúzia tostões, acções posições ou por outra promessa qualquer ( trabalho, carreira, sucesso, casamento etc. ) vai dar-se muito mal nos próximos tempos. OPV

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Boas festas !!!  (Informativas) Inserido Sunday 21 December 2008 18:39

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Boas festas para todos e que a Fotografia esteja convosco !!!!!!!!!
 

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Photos from space  (Abstracções) Inserido Friday 19 December 2008 02:21

 

Palavras para quê?

 

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