Página Inicial Data de criação : 07/12/04 Última actualização : 09/07/03 20:18 / 243 Artigos publicados
 

As coisas têm alma?  (Konspirações) Inserido Friday 03 July 2009 20:18

Percebi que estava a ficar maluco, quando me envolvi numa luta corpo a corpo com uns atacadores dumas sapatilhas bastante usadas. Tinha dado um nó praticamente cego e não havia maneira de desatar aquilo. Pronto, perdi a paciência e parti para a violência. Depois de desatar o nó, as sapatilhas voaram pela janela fora. Claro que voltei a usá-las e elas pagaram-me na mesma moeda. Fizeram-me um calo desgraçado, e uma bolha do tamanho de um ovo de codorniz.  Por vezes, damos por nós a pensar se o mundo inanimado que nos rodeia, não tem mais “vida” do que aquilo que pensamos. As chamadas “pequenas coisas” podem tornar-nos a vida impossível. A chave que não atina com a fechadura, o pneu que fura, a bateria que acaba no momento menos oportuno. Nunca vos aconteceu suspeitar que o mundo á vossa volta conspira contra vós? Principalmente o pequeno mundo, das vossas pequenas coisas? O ziper que encrava ou a lâmpada que funde, não se estão a vingar do esquecimento a que foram votados? Quem quiser tranquilidade, deve tratar bem as coisas, principalmente, aquelas que aparentemente não precisam. Não se deixem enganar, um telemóvel, uma bicicleta ou uma torradeira, podem perfeitamente arruinar-vos o dia. Os carros então, são maquiavélicos, fazem-nos sentir gente importante mesmo quando somos mais um Zé-ninguém. È de mestre. Ver o Simão Sabrosa de Ferrari dá-me vontade de vender as acções da empresa, e despachar os sete Ferraris que tenho na garagem. Dá-me cabo do ego.  As roupas, os trapinhos, isso nem se fala. A vossa camisa favorita arranja sempre maneira de ter uma nódoa, precisamente quando menos convêm. Mas acima de tudo não arranjem uma casa inteligente, acreditem no que vos digo. Primeiro porque isso não existe, e depois porque se não andam com ela nas palminhas, quando derem por isso, já ela vos enxotou para a rua. Só há lugar para um ser inteligente dentro da sua casa, e esse deve ser você. Em troca da sornice que a casa dita inteligente lhe proporciona, não vale a pena tornar a sua vida num inferno. Esta mania modernaça, de termos algo ou alguém que faça as coisas por nós, ainda vai acabar mal. Estamos tão mimados que quando o esparguete escorrega do garfo, ou a haste dos óculos se entorta, ficamos todos possessos, e com vontade de matar alguém. O bife vem demasiado mal passado? Vou já á cozinha desancar o chefe. A velhinha na fila do banco não se despacha? Vou já ao carro buscar o gorro e a caçadeira, desanco a velha e aproveito para assaltar o banco. Quando o mundo se encarrega de interromper aquilo que consideramos o nosso fluxo natural, a besta que há em nós começa a rosnar. Não admitimos contratempos, atrasos, ou pequenos deslizes. Para cúmulo não paramos de inventar perfeitas inutilidades. A sanita com um apêndice que limpa o rabo ou o carrinho de bebé com ABS e tecto de abrir, não auguram nada de bom. No meu tempo os triciclos tinham pedais, agora tem baterias. Isto é normal? Não é uma conspiração dos objectos inanimados? Não é a ficção a invadir a realidade? Não? Então pronto, estou mesmo a ficar maluco. Dêem-me só dois segundos para ir dar um par de estalos ao rádio despertador, é que ele mudou de estação sozinho. O sacana está a provocar-me. Volto já. OPV

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Peixe podre.  (Politika) Inserido Tuesday 30 June 2009 20:50

Este blogue foi criado para falar de algumas questões que envolvem a psique humana e de fotografia, como esta ultima não consegue ser tão controversa como a primeira, é natural que perca mais tempo com avassaladora onda de paradoxos que a mente humana consegue produzir, do que, com questões de arte. Afinal, não há arte maior do que a vida, e a vida por estes tempos, parece ter saído do raio da pena, de um dramaturgo enlouquecido. Se não a virmos como comédia, podemos ter a certeza que ela se transforma em tragédia.   Entretanto, agradeço o comentário de alerta sobre eventuais processos que um amigo deixou num dos últimos artigos. No entanto escusa de se preocupar com isso por vários motivos. Primeiro, porque eu próprio não me preocupo, dado que não tenho cheta, nem um chavo, não tenho onde cair morto. Só se me penhorarem o cão. Segundo, ninguém lê as tretas que eu escrevo, que comparadas com algumas prosas que circulam na net, até parecem poesia. Há um blogue que trata as tias do jet-set nacional de pu#** para baixo com todas as letras e fotografias. Esses senhores gestores, políticos e afins têm mais que fazer ao seu rico tempinho, que como todos sabemos vale ouro. Iam lá eles perder tempo com um borra-botas como eu. Terceiro, se for processado não pago, porque como já disse não tenho cheta, e não me importo de ir para a choça. Sempre quis escrever um livro, e a solitária parece-me o lugar ideal para o fazer. Nunca se consegue estar suficientemente só quando se escreve. Alem de que, a prisão é um sítio menos mal frequentado de que certos lugares cá de fora. Como por exemplo, algumas sedes de bancos, o parlamento, alguns canais de televisão, algumas praias e restaurantes da moda. Só não quero partilhar uma cela com o Vale de Azevedo. Prefiro comer na mesma cantina que o “Zé do esticão” ou “Tono dedinhos”, que almoçar na Bica do sapato (que nome estúpido) ao lado do Zé vendedor da banha da cobra, ou o António encosta Lisboa às cordas. Para já não falar daquela avozinha reformada, que nem sabe em que canal está, e anda por aí a pregar moral como se não tivesse nada a ver com isto. Pelo menos os meliantes não enganam ninguém, já sabemos que são meliantes e pronto. Se o Madof levou 150 anos de prisão, os Madof’s á portuguesa levam 150 milhões de euros para casa que é para não ficarem tristes por lhe terem estragado o brinquedo. Comparado com o que se passa cá fora, a prisão até é um lugar seguro. Já ouviram falar em algum carjacking entre os muros de Custóias? Houve algum filho desnaturado que matasse, serrasse e congelasse a mãe entre as quatro paredes de Vale de Judeus? Alguma colunável mandou matar o marido á marretada, numa cela sem elevador em Tires? Bem me parecia que não. Quarta, e mais importante razão, porque é que eu me hei-de calar quando acontece algo que no mínimo merece um comentário mais acido ou mesmo violento? Devo ter medo de quê? A intrujona da vida já não é suficientemente assustadora, para eu ainda ter que me preocupar com uns palhaços que andam por aí a gozar com a cara da gente honesta que encontram pela frente? A verdade meus caros (as) é que, há algo que paira por aí, e contra o qual devíamos estar a lutar mas não estamos. Dantes lutava-se contra o fascismo, para não se sufocar, agora não se sabe contra o que lutar e estamos a ficar sem ar. Algo se corrompe, a podridão até é fácil de localizar, a gente sente-lhe o cheiro, mesmo quando a maior parte das vezes, está camuflado por perfumes caros, ou o cheiro de charuto. O problema é arrancá-la, nem com palha-de-aço. Ter medo da PIDE, ou ter medo de um processo em tribunal não é a mesma coisa. Recear que um pitbull me dê cabo do canastro é uma coisa. Agora, ter medo que um caniche ladre até eu cair para o lado, com os tímpanos rebentados, é outra coisa completamente diferente. Bem sei que o caniche também pode estar treinado para me sacar a carteira e levar-me á falência. No entanto, a pobreza não é indigna, comer e calar, ou ser comido e não piar, é que é. Quem tem medo de caniches só tem duas opções, ou compra um pitbull, ou vai fazer psicanálise. Seja como for agradeço o aviso, mas perante aquilo que se passa neste país e no mundo, o mínimo que se pode fazer é dizer alguma coisa. Entretanto, se ninguém inventar um sistema melhor, do que esta coisa a que chamamos democracia, arriscamo-nos a que o próximo Hitler que apareça por aí, eleito “democraticamente”, faça parecer o anterior, um autêntico menino do coro. Até era capaz de não ser má ideia, pelo menos para “fumegar” alguns “agiotas “ que andam por aí. Desde que não usasse bigode, estava tudo bem. OPV

 

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Banco de jardim.  (Konspirações) Inserido Thursday 25 June 2009 23:27

Já aqui falei das inconveniências que surgem quando pomos as raposas a guardar os galinheiros. Podemos culpar as coitadas das raposas? Claro que não, são raposas e com aquelas galinhas todas á disposição, não resistem aos seus instintos, ao chamamento da natureza. O sistema, seja ele qual for, põe os “trinca – pintos” á frente dos bancos, e depois todos nos admiramos quando surgem notícias como esta; O BCP teve um prejuízo de 600 milhões de euros e Jardim Gonçalves terá embolsado indevidamente qualquer coisa como 9,6 milhões de euros e Filipe Pinhal 2,9 milhões entre outros “artistas” que faziam parte da administração do banco. Estes dois brilhantes gestores vão ter que depositar cauções milionárias, ou seja, Jardim Gonçalves (três milhões de euros), ao passo que Filipe Pinhal poderá ter que depositar à ordem do inquérito um milhão e meio de euros. Claro que tudo isto é uma cabala, ou pelo menos um carapau, porque se devolverem a notinha, fica tudo em águas de bacalhau. Esta história cheira mesmo a peixeirada.  Casos como este, do BPN, do BPP, do Madof nos USA e muitos outros, demonstram á saciedade que o ser humano basicamente não é de confiança, e que Pirro tinha razão quando afirmava que "Nada era honesto ou desonesto, justo ou injusto. Ele defendeu que não existe mais do que costumes e convenções a governar a acção humana.”  Pois é, o velho Pirro tinha toda a razão. Então eu crio um banquinho, convenço uns milhares largos de otários a depositar lá o seu dinheirinho, outros milhares a comprarem acções que não valem nada, e depois não posso fazer o que me apetece com aquela nota toda á minha disposição? Tenho que respeitar a lei e as regras? Estão a gozar comigo? Isso é que era bom. Ética é para os outros, não uso disso, para mim é helicóptero e caviar. Se eu me convenço que sou um gestor de topo, é porque sou mesmo um gestor de topo. Não importa que encha toda a gente de perdigotos como o Mira Amaral, ou tenha cara de atrasado mental como o Jo Berardo, ou será ao contrário? Bom, não importa. O que importa é que não pode haver dúvidas sobre as minhas capacidades de criador de fortunas senão eu escrevo um livro. Se alguém me chamar nomes meto-lhe um processo, se não me obedecerem despeço-os, se quero compro. O mundo é um parque de diversões e sou eu que tenho a chave. Compreendo perfeitamente estes tipos, só não compreendo porque é que não estão todos internados, ou presos á mais tempo. A mitomania é um desvio psicológico perfeitamente identificado, e ataca o ser humano quando este aumenta a cilindrada do automóvel. Se passa a andar de helicóptero, é certo e sabido que tem um busto de Napoleão lá em casa. Eu pessoalmente não os condeno, só fico cheio de raiva por não ter descoberto a tempo onde fica a escola que forma gestores assim. Gostava de tirar um cursinho intensivo. Como não ligo nenhuma a convenções e costumes, criava um banquinho simpático, nada de muito grande, não preciso de gamar muito, só o suficiente para pagar a operação às hemorróidas. OPV 

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O melhor restaurante do (meu) mundo.  (Informativas) Inserido Tuesday 23 June 2009 20:39

Depois de ler na Pública um artigo em que se falava de “Portugasms”, que afinal é “o estado sublime alcançado por comer frango assado português com piripiri”, promovido pela rede de restaurantes “Nando”, existente na Austrália, resolvi informar os poucos leitores que me lêem, que o frango assado não é de todo, o ex-líbris da culinária portuguesa. Afinal se o “Nando” na Austrália promete orgasmos a quem comer “pipi”, porque é que eu, que também sou “Nando”, não hei-de falar da pequena “erecção”, com que alguém fica, quando degusta comida genuinamente portuguesa, neste lado do planeta.  Atenção que isto não é publicidade , é um segredo mal guardado que resolvi partilhar com aqueles poucos que me lêem. Esqueçam o El Buli, o Alain Ducasse ou o Tavares Rico. O melhor restaurante do mundo é mesmo a Casa Floro, do senhor meu sogro. Isto parece-lhe suspeito e tendencioso? Olhe que não é, e explico-lhe porquê. Primeiro não é suspeito, porque embora não tendo nem talheres de prata, nem copos de cristal, tem uma comida pura e “dura” assente na cozinha tradicional portuguesa. A comprová-lo está a minha condição física. Almoço e janto diariamente aqui, de há cinco anos para cá (salvo raras excepções), e não sofro nem de colesterol nem de diabetes. Sou bem constituído mas não sou obeso, tenho 1.83 m de altura e peso 85 kg. Travo lutas diárias com rojões, tripas, favas e cozidos á portuguesa. Papas de sarrabulho fazem jus ao nome. Caldeirada de cabrito á Angolana é só para homens por motivos óbvios (estou a brincar). Polvo e bacalhau é um ver se te avias, não escapa um com vida. Termino todas estas pelejas com o descanso do guerreiro, ou seja, uma das inúmeras sobremesas que a minha mulher faz.  Como os doces não com medo que ela me dê com o rolo da massa, (era bem capaz disso) mas porque são mesmo bons. Como doces duas vezes por dia e vou para o inferno por causa disso. Mas melhor prova viva da honestidade da comida, é a minha mulher que come da mesma á cerca de 48 anos e está em melhor condição física do que eu. Ora, se para além duma experiencia sensorial, a função dum restaurante é servir uma refeição saudável e saborosa, que melhor prova do que aquela que se prolonga no tempo. Gostava de ver algum dos críticos gastronómicos a almoçarem e jantarem todos os dias no El Buli (se pudessem claro) durante seis ou sete anos para ver se não ficavam com os níveis do “castrol” e diabetes, a furar o tecto.   Segundo, não é tendencioso porque embora o dono seja o meu sogro, ele, como sogro puro e duro, que se preza de ser, só não corre comigo a tiro de caçadeira porque não quer que a filha fique viúva, e também porque já não se lembra onde pôs a espingarda. Se por acaso ele não deserdar a filha, também não vejo dinheiro nenhum, porque a minha mulher há-de gastá-lo todo num canil, e em toneladas de comida para cão e gato, fora as contas do veterinário. De qualquer maneira o dinheiro nunca será muito porque os preços praticados são ridiculamente baixos. Um cliente aqui, não gasta mais dinheiro para comer uma refeição decente do que se comer uma “francesinha”, um frango á “Nando” (o outro) ou fumar dois maços de tabaco. Ora bem, tudo isto, ou quase tudo, pode ser dito por muitos milhares de donos de restaurantes, mas acontece que neste caso sou eu o “Nando” que o digo, e não deve haver no mundo, (nem na Austrália) tipo mais esquisito do que eu, em termos de paladar. Isto também pode ser dito por muitos especialistas mentirosos. Acontece que eu também “sou mentiroso”, mas não sou especialista. Para terminar, e como argumento irrefutável de que este artigo não é publicidade, chamo-lhe a atenção que isto não é um convite para vir cá comer, não quero filas á porta nem uma labuta danada na cozinha. Isto não é um restaurante de modas. Não aceita visa nem multibanco. Aqui não há cozinha de fusão, é mesmo de panela e fogão. E está muito bem como está. Se me aparecer cá por casa a dizer que leu este artigo, não respondo por mim e, não garanto que não lhe cuspa na sopa. Se quiser vir, venha á vontade, mas lembre-se que não foi convidado, venha incógnito e traga uma barriga de aluguer, vai precisar. Bom apetite. OPV      

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A relatividade da realidade.  (Informativas) Inserido Friday 19 June 2009 21:10

A vida é dura e cruel? Pois é, mas se quer fazer a sua vidinha normal sem dar em maluco, aconselho-o a usar a teoria da relatividade. Não, não é a teoria do nosso velho amigo Einstein, é a velha teoria “filosófica” de que, nesta vida “é tudo relativo”. Pois é, tem um patrão, chefe ou capataz que lhe faz a vida negra e não o suporta? Relativize meu amigo, pense que se estivesse desempregado e a viver debaixo da ponte estaria muito pior. Está a viver debaixo da ponte, (então como é que está a ler isto?) e não come uma refeição decente há uns tempos? Relativize, se fosse um mineiro chinês estaria muito pior, não veria o sol á uns tempos, e também não comeria nada em condições. Vive no interior, e sonha com um bar de praia, onde gostaria de tomar uma bica com sabor a maresia, com os pezinhos enterrados na areia? Não desanime, tire uma bica numa daquelas máquinas caseiras que o Clooney (clone em português) anuncia, compre um saco de areia para gatos e despeje-o sobre os seus pés, a seguir pegue no saleiro e coloque uns grãozinhos de sal no café, feche os olhos, inspire profundamente e beba. Já está, bica com sabor a iodo. A ideia parece-lhe idiota? Pois é, mas relativize, se tivesse que andar setenta quilómetros de carro para tomar a bica, e no fim levasse com um nevoeiro danado, era muito pior. Vive numa autarquia onde o autarca é corrupto, é suspeito de corrupção, ou acusado de corrupção? Não desanime e relativize. Pense que se fosse cidadão romano, e vivesse no tempo do Nero, provavelmente andaria envolvido naquelas orgias malucas, e só sentiria o cheiro a queimado, quando tivesse os pelos do cu a arder. Comparado com isso, aturar a Fátima Felgueiras é canja e muito mais fresco. Este país é uma treta e dá vontade de emigrar? Pois é, e pois dá, mas relativize, se vivesse na Somália, ou tivesse que aturar o Hugo Chavez, Portugal haveria de lhe parecer um paraíso. Gostaria de ser um homem mais culto? Esqueça essa opção, e pense no que o Jo Berardo fez pela cultura. Já está? Bem me parecia que não ia gostar de ser associado a um tipo com uma pronúncia daquelas. Relativize, e compre um exemplar da Gaiola Aberta, do José Vilhena, o único tipo verdadeiramente culto deste país mal-humorado. Gostaria de ser como o Cristiano Ronaldo mas tem pés chatos? Não desanime e relativize. Alem de pagar um balúrdio para ir às meninas, teria que aturar a família dele (sua) e ouvir a sua (dele) irmã dedicar-lhe “músicas” fabulosas. Convenhamos que não há dinheiro no mundo que compense tal tortura. Junte uns amigos, e vá jogar futebol de salão que isso passa-lhe. Este texto parece-lhe absurdo, e de gosto duvidoso? Relativize, leia uma ou duas páginas do Lobo Antunes (qualquer livro serve) que isso passa-lhe. OPV  

 

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