Página Inicial Data de criação : 07/12/04 Última actualização : 12/01/25 18:09 / 465 Artigos publicados

O meu corpo é uma jaula!  (Causas) Inserido Wednesday 25 January 2012 17:09

“O animal selvagem e cruel não é aquele que está atrás das grades. É o que está na frente delas.” (Axel Munthe)

ESTA fantástica musica dos Arcade Fire, ainda consegue ser mais fantástica na versão do Peter Gabriel. Ouvi esta versão pela primeira vez, num episódio do Dr. House, em que ele pratica Balcony, ou seja a “arte” de saltar de varandas para piscinas, e que já causou algumas tragédias no Sul de Espanha. Como sempre, House, um génio á solta, tem dificuldades em lidar com as suas limitações corporais (perna aleijada) e sociais. Como já disse, a música é belíssima, e a letra encaixa perfeitamente naquele episódio…”O meu corpo é uma jaula que me impede de dançar com quem eu amo, mas a minha mente é a chave…” A ideia não é escrever sobre o Dr. House, ou mesmo sobre a música de Peter Gabriel, outro génio á solta, a ideia é pegar no conceito de que o corpo humano é uma jaula, onde temos a mente aprisionada. Mesmo que consigamos viajar nas asas da imaginação, para muito longe do nosso corpo, a verdade é que continuamos prisioneiros dele, e só a morte nos liberta desse cativeiro. Se tivermos isto presente como metáfora durante a nossa vida, provavelmente não sofreremos tanto, em situações dramáticas. Sejam elas realmente dramáticas, ou só aparentemente trágicas, coma a crise económica e social em que mergulhamos. 

SEGUNDO parece, a crise aguça o engenho, o que me faz lembrar uma das histórias do velho Chico, que vivia sempre em crise, saindo-se regularmente com ideias geniais, que a realidade, ou a vida prática se encarregavam de sabotar. Como era uma esponja, tinha algumas ideias mirabolantes que giravam á volta do seu liquido preferido, o vinho. Uma delas, era fazer um excelente vinho, misturando as matérias-primas, e os produtos num laboratório, em vez de plantar vinhas, e esperar que as uvas crescem-se, tendo que passar por todo o processo. Para isso bastava comprar algumas garrafas de bons vinhos, analisá-los e reproduzi-los. Como é óbvio, não levou isto para diante, e mesmo que leva-se, não era a mistura dos produtos químicos, mesmo com uma precisão incrível, que conseguiria enganar o palato humano. Pois esta história faz-me lembrar o que se passa com os políticos, os partidos políticos, e a governança no geral. Para esta “casta” basta-lhes decompor os ingredientes que compõe um homem sério e honesto, com carácter e coragem, para os plantar avulso numa personagem qualquer, abanar e voilá, aqui temos o homem (ou mulher) superior que pode governar um país, qualquer país. A nossa desgraça tem sido essa, querer fazer vinho sem uvas, ou omeletas sem ovos, como diz o povo. Querer acelerar o processo, a todo o custo. Depois admiramo-nos com os disparates do Cavaco, do Sócrates, do Coelho, do Sarkozy, da Merkel, e outros espécimes enxertados.   

ESTES cromos, julgam-se todo-poderosos, tem a arrogância de pensar que tem soluções miraculosas e que podem alterar o curso das coisas por decreto. Estes idiotas, mais os idiotas que os seguem, não conseguem perceber que nem mesmo o universo é todo-poderoso. O Universo é ele próprio dependente das leis da física que ele mesmo criou, e leis estabelecidas pelos diferentes níveis de organização da matéria: leis de biologia, das civilizações, das religiões, das empresas, etc. Por isso mesmo, um crápula será sempre um crápula, por mais títulos académicos que tenha, ou cargos importantes que ocupe. Como nos últimos anos o planeta tem sido governado por gente desgraçada, que mais poderemos esperar do futuro senão uma desgraça? Dizem os metafísicos que os seres vivos são como sensores ligados á memória cósmica do Universo, que alimentam com emoções, pensamentos, sensações, ideias e uma infinidade de vibrações. Aquilo a que chamamos de “inconsciente colectivo”, isto é, a memoria colectiva e inconsciente de uma sociedade ou civilização. Esferas dentro de esferas. Os fenómenos das memórias do passado, correspondem a arquétipos e ideias, que foram sendo vividas ao longo de gerações. O cérebro está ligado a estas esferas, e a mente de cada ser humano tem a capacidade de aceder a todo o conhecimento acumulado na memória do Universo. Infelizmente, parece que neste últimos tempos só temos acumulado trampa.  

ESTE será um dos motivos, pelo qual, um numero cada vez maior de seres humanos de sente preso numa jaula. Instintivamente, ou intuitivamente, sentem ou pressentem, o que aí vem. Em termos místicos podemos entender a nossa esfera pessoal como uma espécie de memória bypass (não localizada no cérebro) e atemporal. Assim como a memória do universo é a verdadeira fonte de inspiração vivida por grandes artistas, pensadores e cientistas, também é inspiradora de tiranos ambiciosos, e tiranetes sem escrúpulos. Infelizmente, a memória colectiva tem sido muito mal alimentada, com a ganância, e o consumo, a fazerem o papel de fast-food. Até podemos “comer” o que os nossos governantes, parceiros, ou patrões nos querem impingir, mas bem lá no fundo, sabemos que alguma coisa está errada, muito errada. O que nos espera não é nada agradável. A crise global tende a transformar-se em crise pessoal, com todas as consequências que daí advêm. Aqui, na Pshychophotolandia, não temos receitas milagrosas, nem sugerimos solução nenhuma, ou melhor, o que lhe sugerimos é que, não coma a ração que lhe dão. Não acredite em tudo o que ouve, vê ou lê. Lembre-se que a representação que temos da realidade não é a própria realidade. Como o mapa de uma cidade não é a própria cidade. Leve em conta que a “realidade” é sempre mais complexa e mais rica do que o sugerido pelo mapa. Pense pela sua própria cabeça, não tome decisões com base no que dizem os “outros”, principalmente se os outros forem políticos, economistas, publicitários ou jornalistas. Recorde-se do tema da música, e fique com esta ideia; aquele cuja mente não produz qualquer pensamento independente e não contem nada para além do que nela é descarregada, é alguém virtualmente sem valor. Funcionalmente, é um contentor, uma caixa, um objecto. Uma jaula! Boas fotos. OPV   

 

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A crise, e a confraria do Xanax!  (Politika) Inserido Friday 20 January 2012 17:02

Blogue de kaskais :Psychophoto by Kaskais, A crise, e a confraria do Xanax!

“O economês a gente aprende na escola. Mas se não tomar cuidado, o economista acabará falando, escrevendo e pensando em economês para o resto da vida. Mesmo porque o economês é uma varinha mágica. Aplicado com método, pode dar resposta a qualquer problema do vasto mundo da economia.” (Joelmir Beting)  

ISTO deve ser Karma! Eu que não sou de esquerda, nem de direita, tão pouco do centro, pareço um comuna a escrever. Eu que sempre detestei economia, e os assuntos económicos, agora passo a vida a escrever sobre economia. Ou melhor dizendo, sobre essa salgalhada a que chamamos economia, e que não passa de puro ilusionismo, ou de paleio de vendedores de banha da cobra. Enrolam-se-me as tripas com as tretas que nos são impingidas todos os dias pelos aprendizes de feiticeiro. Já se sabe que um tipo com as tripas enroladas fica com maus fígados, e um tipo que fica com maus fígados, sente a bílis a subir-lhe para o cérebro, e quando a bílis nos chega ao cérebro, tudo é possível. No fundo isto é a descrição do trajecto da merda que o cidadão contemporâneo é obrigado a engolir. Por isso meu caro leitor, se anda com um sabor estranho na boca, não se assuste, nem vá a correr para o dentista, é apenas o efeito que um bocadinho de fezes, misturado com outro bocadinho de cérebro, lhe causam nas papilas gustativas. É o preço a pagar por se ter transformado num escravo moderno, com os juros acrescidos por se sentir um cidadão exemplar, e bem sucedido. Se sente que é um miserável porque está desempregado, ou porque vai entrar em bancarrota, então devia pagar (e vai pagar) os juros a dobrar, porque engoliu toda a treta que a sociedade moderna lhe quis impingir. Então, e tudo isto não me afecta a mim? Não meus caros, há muitíssimo tempo que me habituei a ser um falhado. Já levo anos de avanço.  

ENTRE as aldrabices que nos impigem, vem a da que a crise actual é resultado do “subprime”, mas a verdade é que é uma crise sistémica que seria impossível evitar porque é a culminação de 30 anos de profundos desequilíbrios criados pelo liberalismo, ou melhor, do ultraliberalismo. Uma doutrina criada pelas elites económicas, para servir a sua ganância sem fim. Já sabemos, que aqui, na Pshychophotolandia, não vigora a mesma lei, nem os mesmos valores que vigoram no mundo lá fora. Aqui dentro, um politico, um economista, ou académicos formados em ciências económicas, é uma espécie não protegida, é uma espécie de ratazana que nos dá cabo do queijo, e ainda por cima nos cobra por isso. É uma praga que nos vai levar a despensa á ruína. Esta “raça” maldita, já tinha aplicado o liberalismo nos USA nos anos 20, com a desregulamentação do sector bancário. O resultado foi brilhante, como o crash de 1929 e a Grande Depressão se encarregaram de demonstrar. Um dos imbecis que ressuscitou o liberalismo em 1947 recebeu um prémio Nobel, e dava pelo nome de Milton Friedman. Isto prova a teoria de que, o facto de um gajo parecer inteligente não quer dizer que, necessariamente o seja. O prémio Nobel está cheio de exemplos destes, e não vale a pena explicitar. Como um idiota nunca vem só, esta ideologia que já tinha demonstrado que só dava merda, foi apoiada por alguns organismos “insuspeitos” como a Heritage Foundation, o Cato Institute e o Instituto Manhattan.

COMO aquilo que parece, é, a treta liberal foi levada á prática por dois políticos ainda hoje admirados, e que também mereciam o premio Nobel dos imbecis, essas cabeças brilhantes que dão pelo nome de Ronald Regan, e Margaret Thacher. O Hitler, e o Estaline, fizeram muitos estragos, mas não sei se foram tão duradouros, e com efeitos tão colaterais, como os causados por este par de jarras, que tem o inglês como língua comum. Graças á politica seguida (imposta) pela dupla Regan/Thacher, os estados praticamente abdicaram do seu poder, em benefício das multinacionais e dos bancos. Ao desregulamentar maciçamente a economia, através da remoção de quase todas as restrições e controles, deixando crescer os paraísos fiscais a fim de facilitar a evasão fiscal, permitiu-se que as grandes corporações e os muito ricos, pudessem escapar impunemente aos impostos. Isto, juntamente com o gradual abandono dos serviços públicos, vai atirar a maioria da população europeia, e americana, para uma situação socialmente explosiva. Mas a ideia mais estúpida, que surgiu desta caldeirada toda, foi a remoção de barreiras comerciais e controle de câmbios. Isto tornou possível a globalização, com a livre circulação de mercadorias e de capitais, o que permitiu às empresas explorar o trabalho escravo do Terceiro Mundo. Isto só foi possível, devido á cumplicidade de políticos, tanto da direita, como da esquerda, que tinham ligações às multinacionais e a bancos.  

A DESLOCALIZAÇÃO maciça que se seguiu levou á desindustrialização dos países ocidentais, e a perda sem precedentes, no nível de vida das pessoas comuns. Em países como Portugal, Espanha e Grécia assiste-se á eliminação progressiva da classe média, através do desemprego, insegurança no emprego e ao declínio dos salários reais. Como se não bastasse, tudo isto, favoreceu o crescimento espectacular da China, e outros mercados emergentes, que vem agora comprar o ocidente a retalho. A causa real da actual depressão económica, é o colapso do poder de compra da classe média, a crise do subprime foi apenas o rastilho. O declínio dos salários reais, é o resultado da hiper inflação, que é muito maior do que os economistas apregoam nas estatísticas oficiais. A cada dólar, ou euro, corresponde uma fracção cada vez menor de propriedades disponíveis. Assim, vimos disparar os preços da habitação, alimentos e energia, amplificados pelo aumento da especulação imobiliária, e dos mercados de acções em matérias-primas, industriais e agrícolas. Os ditos “mercados” que especulam no sector financeiro e imobiliário, criam oscilações destrutivas, que explodem fazendo estragos na economia real. Querer agradar aos “mercados”, mostrando que somos cumpridores, é a mesma coisa que a vítima querer agradar ao carrasco. Além de estupidez, é puro masoquismo. Os nossos governantes devem ter sido abusados sexualmente, quando eram pequeninos. Isso justificava muita coisa, ou praticamente tudo. Para conseguirmos lidar com estes, e outros traumas, aqui na Pshychophotolandia formamos a Confraria do Xanax.  

BOM, já chega de falar de desgraças, por isso quero deixar aqui uma previsão positiva, que fará com que os dias de hoje pareçam os dias do paraíso. Provavelmente o liberalismo vai destruir completamente a sociedade actual, com a destruição dos Estados Nação e a explosão da desigualdade, fazendo-nos voltar para as condições sociais da Idade Media, com uma minoria de muito ricos, e uma enorme maioria de miseráveis. Como dizia o Guru ceguinho aqui da Pshychophotolandia; sempre que olho para o futuro só vejo o Mad Max! Eu, do Mad Max só me lembro da Tina Turner, quando não tomos os calmantes, ela transforma-se em Ângela Merkel. Por isso meus caros amigos, se alguém quer montar um negócio, que monte uma escola de sobrevivência, com técnicas de defesa, e de sobrevivência em meios urbanos e selva.  Aprender a fazer uma fogueira, fabricar um arco, usar uma faca, ou caçar ratos pode vir a ser muito útil. Ou então não, deixemos a coisa rolar, “aventura é aventura” como dizia o filme de Claude Lelouch, e quanto mais confusão, melhor. Afinal um gajo só vive uma vez, e entretanto pode ser que cheguem os Extraterrestres para animar isto. A pensar nisso vou abrir uma escola de língua extraterrestre, para facilitar a comunicação. Como é que sei a língua? É fácil, vi quase todos os episódios do Star Trek. Aceitam-se inscrições. Agora com licença, vou ali tomar o Xanax e já volto. Boas fotos! OPV     

PS: Excepcionalmente, hoje não uso uma imagem das minhas, mas este bolo pareceu-me tão apetitoso que não resisti a partilhá-lo.

 

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A máquina de lavar cabeças! (Parte II)  (Konspirações) Inserido Monday 16 January 2012 18:49

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“O mundo divide-se em três categorias de pessoas: Um pequeníssimo numero que produz acontecimentos, um grupo um pouco maior que assegura a execução e observa como acontecem, e por fim uma imensa maioria que nunca saberá o que ocorreu na realidade.” (Nicholas Murray Butler

LAMENTO informar os milhões, e milhões (sou um rapaz modesto) de leitores deste blogue, que eu, tanto como vocês, fazemos parte desta última categoria. A categoria dos otários, dos totós, da carneirada, enfim da plebe. Infelizmente, não me serve de consolo pensar que os desgraçados dos nossos políticos também fazem parte desta ultima categoria, embora tenham a ilusão de que fazem parte da segunda. São um pouco como aqueles prisioneiros dos campos de concentração, que eram uma espécie de bufos, e faziam a ponte entre os guardas e os prisioneiros, bajulando uns, e denunciando outros. Eram tão prisioneiros como os outros, e não tinham o respeito de nenhuma das partes, bem pelo contrário. No fim, acabavam nos mesmos fornos, ou faziam parte do mesmo sabonete. Chama-se a isso, falta de perspectiva, ou de carácter se preferirem. Nos tempos que correm, que podemos esperar nós dos nossos contemporâneos, políticos, ou cidadãos comuns, se a nossa maturidade enquanto homens e mulheres adultos, se situa aí por volta dos 13 anos de idade?

PRONTO, lá está ele a exagerar, pensam vocês, os tais milhões e milhões. É verdade, estou! Na realidade a nossa idade mental anda nos 12 anos. Porquê? Porque somos tratados como miúdos de 12 anos pela comunicação social, nomeadamente pela publicidade. Se a publicidade televisiva se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos de idade, então, e por causa da sugestibilidade, ela terá uma grande probabilidade de dar uma resposta, e ter uma reacção tão desprovida de sentido critico como um miúdo de 12 anos. Para mal dos nossos pecados, isto também funciona com o sistema político e com o sistema económico. Vendem-nos banda desenhada como se fosse literatura russa. E nós compramos. Não é que a literatura russa não possa ser transformada em histórias aos quadradinhos, mas quando precisamos de figurinhas para compreender a história, está o caldo entornado. Este melodrama político/económico que estamos a viver, é um bom exemplo, da maneira como somos tratados como putos. Vivemos numa espécie de feudalismo, mas somos levados a crer que vivemos numa democracia moderna. Apesar do aparente progresso da educação e da comunicação, cada classe social tenta garantir, ou aumentar, os seus privilégios. A classe política é apenas um exemplo.

O CONSENTIMENTO, ou os níveis de consentimento, de uma população perante os sistemas políticos e económicos implementados, ou em vias de implementação, são um feedback que o governo, ou governos, usam para controlar a população. Um bom indicador de como o cidadão comum está predisposto a tornar-se um escravo legal, é a quantidade de pessoas que pagam impostos, sem uma evidente reciprocidade de serviços prestados pelo governo. A informação contida na entrega obrigatória de formulários de impostos, deveria assustar qualquer adulto, mas como somos todos miúdos, achamos isto normal. Santa inocência. Não por uma questão paranóica, em termos individuais, mas porque todos esses dados servem para definir uma estratégia económica, que mais tarde ou mais cedo, vai levar a maioria da população a uma maior pobreza em favor duma elite cada vez mais rica. Um método simples e eficaz, para manter as massas sobre controlo, é empobrece-las, mantendo-as ignorantes dos princípios básicos do sistema económico/politico semeando a confusão e o medo. Isto parece paleio de comunista, não parece? Mas não é! É a análise a uma filosofia, que está por detrás de uma teoria económica, elaborada por uma universidade americana.

EMPOBRECER enquanto se pensa que se está a ficar mais rico, é um truque fantástico, que a maior parte das pessoas não compreende. E como poderia compreender quando está tão ocupado a sobreviver? Desde o momento em que uma pessoa deixa o útero da mãe que os seus esforços estão direccionados para construir úteros artificiais em que possa refugiar-se. A casa, a família, o clã, o partido, a nação, são versões desse mesmo útero. Será assim de estranhar que um individuo trabalhe toda a vida como um escravo para ter um tecto que o abrigue? E que depois venha a descobrir que afinal o tal tecto pertence ao banco, apenas porque ele perdeu a sua condição de escravo? Não, não é de estranhar, assim como não é de estranhar que a sua relação com o estado obedeça ao mesmo processo. O que o cidadão comum projecta no estado, é um anjo da guarda que elimine todo o risco da sua vida, que lhe meta um bife na mesa, que vista o seu corpo, e que o aconchegue na cama, á noite, garantindo-lhe que estará tudo bem quando despertar na manhã seguinte. O comportamento do público é dominado pelo medo, fraqueza e facilidade. Quando o estado providencia que tanto ama, não é capaz de providenciar aquilo que dele se espera, surge o caos.

NA realidade, o programa de “assistência social” ou estado social, não é mais do que um sistema baseado num crédito sem fim, que cria uma falsa indústria de capital, que dá a gente aparentemente produtiva, um tecto em cima da cabeça e alimento no estômago. A maioria da população é viciada nesta droga económica, que é proporcionada (vendida) em doses cada vez menores, pela elite (dealers) económica. Meter uma grande quantidade de dinheiro nas mãos do povo, mantendo algum equilíbrio na sua avidez, e fazendo com que crie uma falsa confiança em si mesmo, é praticamente a mesma coisa que vender heroína. Quando a droga começa a escassear, e o publico a ressacar, o que se pode esperar? Pelo menos duas coisas! Que as pessoas se matem entre si. Ou então, que a “elite” tome conta do mundo, pelo meio da economia, usada como arma biológica, abrindo caminho para um processo de genocídio e escravatura. Para essa elite, o homem comum transformou-se num bárbaro prolífero, transformou-se em multidões, que representam uma praga sobre a superfície da Terra. Essa pequena quantidade de gente pensa em si mesma como os mais aptos para sobreviver, resolvendo os seus problemas, e os daqueles que são menos aptos para pensar como deve ser, ou que não tem o tipo de sangue certo. Resumindo e concluindo: esta crise económica não passa de mais uma arma “biológica”, um “vírus” produzido em laboratório pelos loucos de serviço. Está na altura dos doentes assumirem as suas responsabilidades. Boas fotos. OPV  

 

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A máquina de lavar cabeças! (Parte I)  (Konspirações) Inserido Friday 13 January 2012 00:19

Blogue de kaskais :Psychophoto by Kaskais, A máquina de lavar cabeças! (Parte I)

“A divida é a mãe prolífica de loucuras e crimes.” (Benjamin Disraeli)

NÃO importa se quem lê isto tem um curso superior, um emprego garantido, um pé-de-meia bastante generoso, seja muito inteligente, se considere muito importante, ou simplesmente se esteja nas tintas para o que se passa. Seja como for, ou aquilo que for, quer queira, quer não queira, está metido nesta engrenagem até ao pescoço. “Quando alguém assume uma aparência de poder, as pessoas dão-lho de imediato.” Não sou eu que o digo, isto era um princípio do fundador do clã Rothchild. Era o princípio da base do poder, da influência e do controle sobre as pessoas que era aplicado através da economia. Esqueça a crise económica, a maçonaria, ou o ordenado milionário do Ronaldo da gestão, mais conhecido por Catroga. Ou melhor, não esqueça, mas relativize, porque o que vai ler a seguir, é muito mais importante, e muitíssimo mais assustador. Trata-se da criação de uma engenharia de automatismos sociais, com os objectivos definidos do controle social, e do esclavagismo humano. Esta foi uma metodologia desenvolvida pelo estado-maior inglês durante a Segunda Guerra Mundial, e o objectivo original das Investigações Operativas era estudar problemas estratégicos de defesa aérea e terrestre, com o intuito da utilização efectiva dos recursos limitados contra os inimigos externos. Estes conhecimentos, foram usados por um grupo de pessoas que ocupam posições de poder espalhados pelo mundo, para uma conquista económica, que levou a uma guerra surda entre essa elite, e a generalidade do “povo”. Aquilo a que estamos a assistir, e a que chamamos crise, são os primeiros resultados (ou vitimas) dessa guerra.

A “ELITE”, chamemo-la assim, para simplificar, percebeu rapidamente que estes métodos poderiam ser úteis para controlar totalmente uma sociedade. Todavia, eram necessários melhores instrumentos, do que aqueles que os ingleses dispunham na época. A computação electrónica veio suprimir essa lacuna. Para a engenharia social, análise, e automatização de uma sociedade, é preciso uma grande quantidade de informação. Os dados económicos sempre variáveis, precisam de um tratamento ultra-rápido da informação. O objectivo dos estudos económicos levados a cabo pelos dirigentes do capital, pelos bancos, e pelas indústrias de bens e serviços, era estabelecer uma economia totalmente previsível e manipulável. A crise que afecta vários países do mundo, ou o mundo em geral, só é surpresa para nós, os leigos, mais conhecidos como os totós, ou simplesmente como os carneiros dos consumidores. Entre esses totós, contam-se muitos banqueiros, ministros e fazedores de opinião, que não percebem um corno do que se está a passar. Os multimilionários portugueses acreditam mesmo que tem algum poder. Só se for para despedir alguns operários, encerrar algumas fábricas, ou mandar fazer um pavilhão gimnodesportivo. Fora isso, nada.  

COMO é que se controla, e manipula uma economia e por consequência uma sociedade? Com medo e ignorância! Como é que se faz isso? Desintegrando a célula familiar das classes “inferiores”, instigando-lhes o medo e a preocupação. Tornando-os tão obcecados com a sobrevivência, que esquecem todo o resto, a começar pela educação dos filhos. Mesmo quando lhes é permitido mandar os filhos para as universidades. Universidades essas, que tem uma qualidade de ensino cada vez mais pobre. Quando por acaso, essas fábricas de cérebros, produzem alguém acima da média, esse alguém é imediatamente absorvido pelo sistema, indo trabalhar directa, ou indirectamente, para a “elite”. Por exemplo; o famoso gestor bancário Horta Osório é visto como fazendo parte da “elite”, mas isso é uma visão de totó, porque na realidade ele trabalha para a “elite”, não faz parte dela. Parece que faz, mas não faz, é apenas um empregado muito bem pago. Qualquer um dos nossos multimilionários não tem assento á mesa dos “senhores do mundo”. Podem ter assento á mesa dos senhores de Angola, mas isso é um outro mundo, que não faz parte deste mundo.  

O PUBLICO, ou as populações, sentem instintivamente que algo não está bem, mas dada a natureza extremamente técnica desta arma que se chama economia, não consegue expressar o seu sentimento de maneira racional. Ouve falar de “mercados”, défices, juros, inflação, e o diabo a sete, mas não sabe como há-de gritar por ajuda ou defender-se da pobreza que o espreita no horizonte. Quando uma crise económica é aplicada gradualmente, as pessoas vão-se ajustando, adaptando-se á sua presença e aprendem a tolerar as suas repercussões, sobre as suas vidas, psicológicas e económicas. Toleram até ao ponto em que, a crise se torna demasiado grande, e as pessoas entram em colapso. A crise económica é uma espécie de arma biológica, porque ataca a vitalidade, as opções e a mobilidade dos indivíduos de uma sociedade. Como é que se faz isso? É simples, conhecendo, entendendo, manipulando e atacando as suas fontes de energia social e natural, assim como as suas forças e debilidades físicas, mentais e emocionais. A dita “elite” descobriu que o dinheiro, e as contas de crédito sobre depósito tinham a aparência necessária do poder. Poder esse, que podia ser utilizado para induzir as pessoas a trocar a sua “riqueza” (trabalho, ou bens) por uma promessa de uma riqueza maior. Promessa essa que não é a mesma coisa do que uma compensação real.

PARECE ficção? Pois parece, mas não é! O Harvard Economic Research Project (1948) foi um projecto cujo propósito era descobrir uma ciência do controle da economia: no inicio a americana, logo a economia mundial. Percebeu-se que com bases matemáticas suficientes e dados controlados ao minuto, era extremamente fácil controlar a tendência da economia, assim como é fácil de prever, e calcular, a trajectória de um projéctil. Foi o caso, a economia foi transformada num míssil apontado a um objectivo. A finalidade do projecto Harvard era descobrir a estrutura económica, e que forças modificam essa estrutura. Sabendo como pode ser previsto, sabe-se como pode ser manipulado. Descobriu-se então, que uma economia obedecia às mesmas leis que a electricidade (leu bem) e que todas as teorias matemáticas assim como o know-how pratico e informático desenvolvidos na área da electrónica, podia ser directamente aplicado ao estudo da economia. Claro que estas conclusões não foram tornadas públicas, sendo um segredo zelosamente guardado. Segredo esse, onde a vida humana é medida em dólares. Descobriu-se entre outras coisas, que há uma relação directa entre a disponibilidade do fluxo de dinheiro numa economia, e a resposta de uma massa de gente em função dessa disponibilidade. Por exemplo: estabeleceu-se uma relação quantitativa e mensurável, entre o preço da gasolina e a probabilidade que as pessoas sofram de stress, dores de cabeça, consumam filmes violentos, álcool ou coisas piores. Continua… Boas fotos. OPV     

PS. Este artigo foi construído sobre um documento concluído em Maio de 1979 e encontrado em 7 de Julho de 1986 numa fotocopiadora da IBM comprada num leilão de material militar. Negligencia ou fuga intencional? Não se sabe, mas este documento esteve na posse dos serviços secretos da US Navy. Supõe-se que este documento teve a sua origem no Grupo de Bilderberg.     

 

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Nunca confies num gajo de avental, ou és comido, ou comes mal!  (Konspirações) Inserido Friday 06 January 2012 18:32

Blogue de kaskais :Psychophoto by Kaskais, Nunca confies num gajo de avental, ou és comido, ou comes mal!

“Ninguém pode ser reconhecido como maçon enquanto continuar servo das suas paixões, escravo das suas crenças e cego pelos bens deste mundo.” (Jean Mourgues)

FONIX, e eu a pensar que esta malta do avental, era apaixonada pelos bens materiais, e que era incapaz de recusar um lugar de deputado, apesar de ser zarolho, zarolhíssimo, ou será Zorrinho? Ainda bem que estou enganado. Ando a ter pesadelos com aventais! Ou são os Chef de cozinha feitos a martelo, ou são os maçons de trolha na mão, ambos com uns aventaizinhos todos janotas. Convenhamos que os aventais dos chef são todos sofisticados, e o dos maçons parece que pararam no tempo, e não tem design nenhum. O que é estranho quando há tantos “irmãos” arquitectos, e outros ligados às artes. No caso dos maçons, o raio do avental simboliza o trabalho, e é parte principal do vestuário maçónico. Tem cor e desenhos variados, conforme os graus que representa, o fundo é sempre branco. Nos cozinheiros, é de cor e formatos variados, conforme a cagância do dono. Em ambos os casos, é uma peça de pano que não fica nada bem a um gajo, nem mesmo ao chefe Gordon Ramsey. Pronto, abro uma excepção para o Anthony Bourdain, mas esse é mais escritor, e showman, do que cozinheiro. Digamos assim, gajo de avental, é uma coisa demasiado amaricada. Homem que é homem, não cozinha (ok estou a exagerar) mas curiosamente, na loja maçónica não entram gajas. Outra coisa que me tira do sério, são aquelas touquinhas infantis que os cirurgiões usam, mas isso é conversa para outros carnavais. 

VEM tudo isto a propósito da maçonaria, e da sua importância na politica das nações, com Portugal incluído, embora isto esteja mais próximo de ser uma estação de serviço, do que propriamente um país. Afinal qual é o lema da maçonaria? O lema é Ciência, Justiça e Trabalho. Ciência para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; e Trabalho por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes.” Pois é, cheio de bons lemas está o inferno cheio. De  cientistas, juizes e desempregados tambem. E qual é o objectivo da maçonaria? O seu objectivo é a investigaçao da verdade, o exame da moral e a pratica de virtudes” Caramba, investigar a verdade, a moral, e a pratica de virtudes num maçon como o lsaltino de Morais, é obra desenganada, nem o prof. Robert Landgon (heroi do romance de Dan Brown) conseguia deslindar o mistério sem sofrer um esgotamento nervoso. Numa versão portuguesa, o prof. seria interpretado pelo inevitável Nicolau Breyner, outro fan do avental.  

VAMOS lá a ser justos e analisar isto como deve ser. O que entende a Maçonaria por Moral? A moral é, para a Maçonaria, “uma ciência baseada no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência.” Uma ciência? Lei natural e universal? Tambem vale para Jupiter e Plutão? A  consciência pode ser demonstrada? Lamento ser desmancha prazeres mas, a consciência humana é tao insondavel, e incomprensivel, como o resto do Universo. Mas pronto, se a malta do avental diz que sim, quem sou eu para os contrariar? Deve ser por isso que, um maçon exemplar como o Moita Flores, encontra no sacrificio de cada par de cornos (leia-se touro) uma vertigem universal. Ou será nos colants dos forcados? Vá-se lá saber!

O QUE entende a Maçonaria por Virtude? A Maçonaria entende que a Virtude é a força que nos impele a fazer o bem em seu mais amplo sentido; é a força que nos impele ao cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal. Pois deve ser, o Miguel Relvas e o Fernando Nobre não tem interesses pessoais nenhuns, que raio de ideia. Querem servir o país, ou servir-se dele, com a mais pura das intenções. O Almeida Santos serviu tão bem Moçambique que os tipos se viram negros para o por de lá para fora. A fortuna que acumulou foi sem interesse pessoal, e o pobrezinho do Jorge Coelho só estava a cumprir os deveres familiares, quando fez o que fez. Mas será justo analisar uma organização tão “sublime” como é a maçonaria, apenas por algumas ovelhas negras que pastam nas suas fileiras? Obviamente que não, por isso vamos lá a ser justos. Não é por haver uma largas dezenas de deputados maçonicos no parlamento, que aquilo passa a ser uma casa de alterne. Claro que não, ainda faltam os varões, a vaselina e os vibradores.

VAMOS cumprir o nosso dever, e entender qual é o dever da maçonaria. O que entende a Maçonaria por Dever? A Maçonaria resume o Dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Respeito a deus, então deve ser por isso que o Supremo tribunal dicidiu que deve ser o estado a pagar 3,5 milhões a uma instituição religiosa por burla do BPN. Então e deus? Estava a dormir? De férias? E o estado vai indemnizar todos os outros que perderam as suas economias com o BPN? Os angolanos ficam com a carne, os portugas roem os ossos, e os padres contam as notas? Com tanto amor ao proximo, os maçons portugueses conseguiram transformar este país num autentico esgoto, e ainda se ficaram a rir. Convêm perceber que, uma seita, qualquer seita, tem uma agenda própria, que não coincide necessariamente com a do país. Não sei se o Pingo Doce, todo ele é maçon, mas como os empregados andam todos de avental, fico com algumas duvidas, ou então, a canabis está muito barata na Holanda.

MAS meus caros leitores, não é nada disto que me chateia na maçonaria, nem sequer o (alegado) facto do Mozart, Bach e Beethoven serem maçons,  porque não sei se foram génios por serem maçons, ou se foram maçons porque eram génios. Tambem, não me chateia muito, que o Buffalo Bill, e o David Crockett alinhassem na equipa do avental, afinal os maus eram os indios. Que o Freud e Carlo Lorenzini (criador do Pinóquio) tambem fossem maçons, não me  surpreende, porque afinal, os dois faziam da mentira uma arte. O mesmo para o Peter Sellers, e o Mario Moreno (Cantiflas) porque eram dois palhaços por natureza. O astronauta John Gleen, já me incomoda um bocadinho, mas resolvo o problema, vendendo o terreno na Lua, que comprei ao chinês, do qual falei no ultimo artigo.

AGORA, caros leitores, o que realmente me chateia é ter descoberto que o Giovanni Casanova tambem era maçon. Caramba, o Casanova? Com mil milhões de macacos. Um dos poucos herois com descaramento, além de escritor,  libertino, debochado, colecionador de mulheres,  e conquistador empedernido, era maçon? Um tipo em quem não se podia confiar uma franga, tinha jurado o "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família"? O Casanova anti-relegioso, e imoral, tinha ouvido, e concordado (sem se rir) que o "O Maçom está obrigado, por vocação, a praticar a moral, e se compreender seus deveres, nunca se converterá em um estúpido ateu nem irreligioso libertino.” É pá, não sei se fique a gostar  ainda mais dele, ou se vá a correr comprar um avental, e me converta á causa. Afinal, isto de ser maçon é muito mais divertido do que parece. Um gajo mente descaradamente, papa as frangas todas, e nos tempos modernos ainda consegue ser ministro, ou presidente da republica. Vou ver se meto uma cunha para entrar para a maçonaria, para a Loja do Keith Richards 69,  prometo que me comporto á altura, não digo nada a ninguem, só engano um de cada vez, e garanto que não sujo o avental. Boas fotos. OPV

 

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