Página Inicial Data de criação : 07/12/04 Última actualização : 10/02/09 19:11 / 304 Artigos publicados
 

Estádios de graça, estalos de graça e vais de carrinho.  (Fucktebol) Inserido Tuesday 09 February 2010 19:11

“O desprezo pelo dinheiro é frequente, sobretudo naqueles que não o possuem” (Georges Courteline)

O ESTADO DE GRAÇA é algo que não se deve confundir com o estado e os seus serviços serem grátis, ou não custarem peva, e muito menos com estádios de futebol grátis. Pois, de graça, é que não nos ficam os estádios construídos para o euro 2004. Bem pelo contrário, é um luxo, e dos grandes, que descobrimos agora que não podemos manter. Por exemplo, a câmara de Coimbra gastou perto de 40 milhões de euros para receber dois jogos do Euro. Está tudo louco? Ainda por cima a manutenção do estádio custa perto de 5000 euros por dia. A câmara, agora berra, que não tem dinheiro, entretanto a Académica está a pensar em construir um estádio mais pequeno. Como ninguém me ouviu á primeira, eu repito ESTÁ TUDO LOUCO? Se não está parece! Como é que num conselho como Aveiro, com uma taxa de desempregados elevadíssima, e muita gente a passar fome, a câmara municipal gasta 10.958 € diários na manutenção do escarrador gigante desenhado por Tomás Taveira? Dois mil e tal contos em moeda antiga, dá para matar a fome a muita gente. São muitos cabazes de produtos básicos por dia. Quem são os responsáveis por tal barbaridade? Não há nenhum? Pelos vistos não, mas se descobrirem alguém ponham-no a demolir o estádio com uma escova de dentes, sozinho. Pelo menos, não chateia mais ninguém o resto da vida. Por estas e por outras, é que não é difícil perceber porque é que o país caminha rapidamente par a miséria.

OS ESTALOS dados sem pensar, costumam sair muito caros. Ou talvez não, mas que o seleccionador nacional, Carlos Queiroz, ficou muito tremido na fotografia, lá isso ficou. Ainda por cima, estragou a fotografia com um javardo que se intitula jornalista, mas que nem para moço de trolha serve. Isto sem desprimor algum para os trolhas, como é evidente. Como é que um tipo que representa uma instituição nacional se vira ao estalo a um vira latas destes? Os mil e tal contos que ganha por dia não chegam para tirar um curso de relações públicas, ou ter umas aulas de boas maneiras? Não? Então peça aumento. Não sabe ignorar as provocações? Então como é que sabe conduzir homens? Com que cara é que o seleccionador vai dizer aos seus jogadores para terem fair-play? “Ouve lá ó Bruno Alves, não deixes que aquele sacana te provoque, ignora-o, olha para o que eu te digo, que sei muito destas coisas”. Pois sim, estamos feitos com este psicólogo moçambicano. Até acredito, que CQ tenha toda a razão do mundo para enfiar uns estalos neste idiota, mas deveria saber muito bem, que não o deve fazer. Poder, pode, mas não deve. Provavelmente esta historia não trará consequências de maior, mas que não augura nada de bom, lá isso não. O que é que se passará com este pessoal do futebol, e não só, que anda todo muito susceptível? São os jogadores, os dirigentes, os jornalistas e sei lá quem mais, que se pegam ao estalo, os políticos vão pelo mesmo caminho, e os “famosos” há muito tempo que se esgadanham todos uns aos outros. Estamos fritos.

QUERES ACELERAR? Come uma boa feijoada e calça uns patins! Deve ter sido mais ou menos isto, que os responsáveis da equipa de F1 da Virgin, disseram ao Álvaro Parente, quando descobriram que Portugal não ia arrotar 3 milhões de euros para o menino andar de popó. Finalmente, alguém tem um bocado de juízo neste país. O rapaz ficou chateadíssimo. Pudera, eu também ficava. Então, o acelera tinha tudo combinado para levar o nome de Portugal bem longe, na gola do seu fato especial de corrida, e os traidores dos seus compatriotas, agora roem a corda? Eles não sabem o prestígio que isto poderia trazer ao país? Sempre me pareceu, que o desporto automóvel, liberta gazes que podem prejudicar gravemente o raciocínio. Pelos vistos a relva também. Não é que o C. Ronaldo aparece todo indignado em defesa do piloto? Diz ele que o turismo de Portugal fez muito mal em cancelar o patrocínio. Ora bolas, perdeu uma boa oportunidade de estar calado. O que são uns míseros 3 milhões, para o super-homem em cuecas? Nada, dizem vocês! E dizem muito bem, acrescento eu. Por isso, era de homem, o CR9 (nome de automóvel) pegar no carcanhol e patrocinar o Parente. Aquelas cuecas Armani espetadas no capacete do rapaz iam fazer muito mais pela imagem do CR9 e do Armani,  de que todos os autedores juntos. Ou talvez não, porque quando se lida com gazes, nunca se sabe. Seja como for, livramo-nos de boa. Boas fotos. OPV     

 

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Trabalhar faz mal á saúde!  (Informativas) Inserido Friday 05 February 2010 19:10

            Machine man    

Quando o trabalho é um prazer a vida é bela. Porém quando é imposto a vida é uma escravidão."
(Maximo Gorki)

A palavra “trabalho” tem a sua origem num instrumento de tortura usado pelos Romanos, o “Tripalium”. Só aquilo que sair da esfera do trabalho é considerado como digno do homem livre. Nesta altura do “campeonato”, era suposto a humanidade ter atingido um estado de evolução civilizacional tal, que o trabalho fosse algo possível de ser executado, sem causar grandes traumas ao trabalhador, e de preferência sem o transformar num escravo. Fosse qual fosse o trabalho. Fosse a despejar fossas, ou a fazer ciência nuclear. Pelos vistos não é assim, muito pelo contrário. Hoje em dia, e em quase todas as profissões, as pessoas estão a passar-se dos carretos, como dizia o velho Chico Adesivo. Tanto faz ser médico ou advogado, executivo ou trolha, burocrata ou mecânico. A coisa está preta. Na minha opinião, ainda mais preta ficou, quando li no jornal O Publico, uma espantosa entrevista, com um psiquiatra francês, o professor Christophe Dejours, que dirige o Laboratório de Psicologia do trabalho e da Acção.  

A propósito dos suicídios na France Telecom, e da formação dos gestores onde podem apreender técnicas para pressionarem ou assediarem os empregados, ele disse esta coisa espantosa que transcrevo na íntegra do Publico. O (A) jornalista pergunta se há uma formação para o assédio e ele responde o seguinte;

Exactamente. Há estágios para aprenderem essas técnicas. Posso contar, por exemplo, o caso de um estágio de formação em França em que, no início, cada um dos 15 participantes, todos eles quadros superiores, recebeu um gatinho. O estágio durou uma semana e, durante essa semana, cada participante tinha de tomar conta do seu gatinho. Como é óbvio, as pessoas afeiçoaram-se ao seu gato, cada um falava do seu gato durante as reuniões, etc. E, no fim do estágio, o director do estágio deu a todos a ordem de… matar o seu gato.

O jornalista estarrecido, sugere que aquilo que ele diz é um cenário totalmente nazi, o professor esclarece;

Só que aqui ninguém estava a apontar uma espingarda à cabeça de ninguém para o obrigar a matar o gato. Seja como for, um dos participantes, uma mulher, adoeceu. Teve uma descompensação aguda e eu tive de tratá-la – foi assim que soube do caso. Mas os outros 14 mataram os seus gatos. O estágio era para aprender a ser impiedoso, uma aprendizagem do assédio.”

Nesta altura da entrevista, quem está completamente estarrecido sou eu. Segundo o professor, parece que há bastantes empresas que recorrem a este tipo de formação. Ainda segundo ele, hoje em dia, uma pessoa envolver-se demasiado no seu trabalho representa um verdadeiro perigo. Ora isto, já eu descobri há muitos anos atrás. Todo o trabalho que não seja criativo, é uma rampa de lançamento para a psicose. Ora, trabalhos desses são como oásis no deserto. Escasseiam, e muito. Aquela treta, de que é graças ao trabalho que nos podemos emancipar e realizar pessoalmente, afinal é mesmo treta.

Para tranquilizar os poucos (as) que lêem estes estranhos textos, deixo aqui uma consolação em relação às ideias de suicídio que lhes possam passar pela cabeça. Se anda a ser assediado pelo seu chefe, ou já não suporta o seu trabalho, tenha fé, pode ser que lhe aconteça um Karõshi. E o que é um Karõshi perguntam vocês? Bom, segundo a mesma entrevista do Publico, é uma palavra japonesa para designar morte súbita;
“geralmente por hemorragia cerebral (AVC), de pessoas novas que não apresentam qualquer factor de risco cardiovascular. Não são obesos, não sofrem de hipertensão, não têm níveis de colesterol elevados, não são diabéticos, não fumam, não são alcoólicos, não tem uma história familiar de AVC. Nada. O único factor que é possível detectar é o excesso de trabalho. Estas pessoas trabalham mais de 70 horas por semana, sem contar as horas passadas nos círculos de qualidade. Ou seja, são pessoas que estão literalmente sempre a trabalhar. Mal param de trabalhar, vão dormir. As descrições de colegas que foram fazer inquéritos no Japão são aterrorizadoras.” 

É, ou não é tranquilizador? Um tipo bater a bota de repente, num flash, sem ter que saltar duma janela, ou abraçar um comboio, é algo que me faz dormir descansado. Pode ser que nunca mais acorde. Esta história, também me fez dar outro valor às minhas máquinas fotográficas Nikon e Canon. Porque pelos vistos no Japão, o mundo do trabalho é alucinante. Há raparigas, entregues pelas famílias, que trabalham nas grandes empresas, entre os 18 e os 21 anos, durante esse período as jovens trabalham entre 12 a 14 horas por dia. Depois do dia de trabalho, vão para uns dormitórios, onde há uma serie de gavetões, cada um com cama e colchão. Dormem empilhadas em gavetões. Um sistema completamente totalitário. É verdade, as empresas comprometem-se a casar as raparigas ao fim de três anos. Devem estar num lindo estado. E eu a dizer mal da China. Este nosso mundo futurista está a deixar-me os cabelos em pé. 

Moral da história; trabalhar faz mal á saúde. Veja-se a palidez de alguns professores, e o raquitismo da maior parte dos enfermeiros. Por isso, torne-se um sem abrigo de sucesso. Pelo menos, os sem abrigo não se suicidam (que se saiba), podem morrer de frio, ou de fome, mas parece que não tem vontade nenhuma de se matar. Antecipe-se, porque um tipo mata-se literalmente a trabalhar, para ter uma família, casa, carro, plasmas, telemóveis e sabe-se lá que mais, e quando dá por ela está a dormir debaixo da ponte, (pelos vistos é o mal menor) apenas porque os chineses tomaram conta disto tudo? Escravatura moderna? Sem dúvida alguma! Pelo menos, nos tempos da antiga Roma, um indivíduo sabia sem qualquer espécie de dúvidas, se era cidadão ou escravo. Hoje em dia, deita-se numa condição e acorda noutra. Quando não passa toda vida como escravo, a sonhar que é um senhor. Viva o progresso, viva a globalização, uns comem caviar, outros almoçam cão, uns sonham em lençóis de seda, outros dormem no chão, uns são pessoas, outros não. Bons sonhos, e boas fotos. OPV

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Fotografia Zen!  (Fotofilosofia) Inserido Tuesday 02 February 2010 18:11

As oportunidades são como o nascer do Sol. Se esperar de mais acaba por perde-las. (William Arthur Ward)

PARA VARIAR dos artigos mordazes, vamos lá falar de fotografia. Penso que não há uma formula para criar imagens fantásticas, mas se as melhores delas (imagens) obedecem a certos princípios, talvez seja melhor estudá-los antes de nos metermos por outros atalhos, e quem sabe, até em trabalhos. Aliás compreender estes princípios, ou regras, é também compreender a melhor forma de quebrá-las. 

EMBORA nem todas as grandes imagens tenham essas características que vou enumerar a seguir, com certeza que pelo menos incorporam algumas. Afinal quais são essas características? Há com certeza mais, mas vou referir apenas meia dúzia delas, talvez as mais importantes. 

1ª- Tem uma composição forte 2ª-Captam a atenção. 3ª- Tem relativamente poucos elementos. 4ª- Não tem elementos excedentários. 5ª- Usam a luz ou os reflexos para obter a melhor tonalidade possível. 6ª Tem uma paleta limitada de cores (quando não são B/W) que tanto contrasta como se complementa entre si. Alem destas há a mensagem, a originalidade, a história que é contada, ou não, a memória, a qualidade técnica etc.

HÁ VARIAS maneiras de lidar com este tipo de listas, uma delas é obviamente ignorá-la, claro que não é a melhor opção, porque ela pode ser-lhe bastante útil quando encontra algo para fotografar. Para isso, basta perguntar a si mesmo, se está a fazer o melhor possível, para pelo menos cumprir uma destas características. A sua personalidade vem ao de cima, nestas águas turbulentas, que formam o rio fluido e agitado da criatividade. Aqui se vê, que tipo de imagens está inclinado a fazer.

 A MAIOR parte das imagens que qualquer um de nós acha relevante e com impacto, tem principalmente uma composição forte. Na verdade, uma boa composição é “meio caminho andado” para uma fotografia bem conseguida. No fundo, compor, é a melhor maneira de ver. Por exemplo; usar as sombras para delinear um assunto, ou como elementos da composição pode ser uma boa estratégia. Na ausência de boa luz, é sensato fotografar objectos que emitem reflexos, como a água, gelo ou vidro. Por vezes os elementos individuais duma imagem são bastante corriqueiros, a grande diferença está no talento do fotógrafo em captura-los todos juntos. Por isso mesmo não passe a vida á procura de imagens excepcionais. Na realidade elas não existem por si só, é você que tem que as criar. Para isso os seus esforços devem ser orientados para atingir um nível básico bastante elevado. Dessa base elevada podem surgir picos excepcionais.

É UMA ANALOGIA um tanto básica mas serve para ilustrar o que quero dizer; Ninguém escala o Everest directamente “cá de baixo”, a base de ataque, está a uns milhares de metros de altitude. Por isso mesmo, treine, treine, treine, ou seja fotografe, fotografe, fotografe, com o digital não tem desculpa para poupar filme. Interiorize tudo o que lhe disse antes, e depois esqueça. Pelo pouco que sei de fotografia, já verifiquei que tendemos a fazer melhore imagens, quando estamos menos conscientes daquilo que funciona melhor. Basta estar no sítio certo no momento certo. Parece fácil, mas não o é de todo. É como o momento Zen do tiro ao arco. Esqueça o alvo, o arco, a flecha e principalmente esqueça-se a si mesmo, e á sua maldita ambição de vir a ser o melhor fotógrafo do mundo e arredores. È capaz de ter uma surpresa. Boas fotos e divirta-se. OPV     

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Com a RTP quem se lixa é o touro, o javali e você!  (Causas) Inserido Friday 29 January 2010 18:40

“A compaixão pelos animais está intimamente ligada á bondade do carácter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem.” (Arthur Schopenhauer)

FAÇO minhas as palavras do velho Arthur, e acrescento, também não pode ser uma boa mulher, embora possa ser uma mulher boa, seja lá isso o que for. Mas afinal que salgalhada é esta? Ando eu, e mais não sei quantos milhões de portugueses, a pagar impostos de audiovisual, e não só, para o estado ter um canal de televisão, e esse mesmo canal de televisão, que é público, tem uma casa de pessoal que organiza touradas e montarias ao javali? Estão a gozar com os idiotas dos portugueses? Pelos vistos estão, porque só um povo idiota é que admite que uma empresa pública tenha, ou organize actividades destas. Como se não bastasse, ainda tem a lata de ter um programa ignóbil chamado Coutos e Coutadas. Por mero acaso, “tropecei” nesta autêntica aberração televisiva, que passa não sei a que dias no canal 2. Vêem-se os grunhos aos tiros, e em grandes comezainas, onde são sorteadas carabinas. Os “jornalistas” de serviço neste sórdido programa não sabem falar português, e divertem-se imenso a dar tiros em pássaros, e noutras espécies perigosíssimas, tais como coelhos e lebres. É emocionante ver a fina flor dos caçadores, a tecerem comentários sobre esta nobre actividade. Os javardos dos caçadores não conseguem alinhavar uma frase em condições, em resposta às perguntas idiotas, feitas pelos javardos dos jornalistas. O mais “engraçado”, é que a maior parte dos repórteres deste estúpido programa, são mulheres. Que rica sensibilidade.

VAMOS esclarecer uma coisa, pela minha parte exijo que a EDP me retire da factura a respectiva taxa de audiovisual. Recuso-me a pagar qualquer tipo de imposto para uma empresa que permite que os seus funcionários tenham actividades deste género. Já disse neste blogue que não gosto de jornalistas, estas actividades são mais um argumento a favor dessa aversão. Todavia, gosto ainda menos de caçadores. Caçar, hoje em dia, é uma actividade absolutamente sórdida. Quer dar tiros? Aliste-se na polícia e vá dar tiros nos bandidos e ladrões que para aí andam. Não quer disparar sobre desconhecidos? Dispare sobre a sua própria família, que eles agradecem que ponha termo á vergonha que é terem um pistoleiro na parentela. Deixe mas é os animais sossegados. Isto não é fundamentalismo, é uma questão de civismo e humanidade. Já basta a crueldade com os animais que abatemos por “necessidade”, para ainda nos darmos ao luxo de os matarmos por “desporto”. Fiquei arrepiado com o workshop de jovens toureiros internacionais que o campo pequeno promoveu. Que pais no seu perfeito juízo querem que o filho seja toureiro? Os aficionados (que raio de palavra) ainda não perceberam que a tourada tem tanta razão de ser nos nossos dias, como tem a santa Inquisição.       

VIOLENTO? Este artigo parece-lhe violento? Pois a mim, a tourada e a caça, é que me parecem actividades violentas. São tradições dizem os aficionados. Pois também era tradição o homem “despachar” a mulher que lhe punha os cornos. Hoje em dia parece que passou de moda, salvo raras excepções. No entanto as inúmeras “senhoras” que assistem às touradas, e comparecem nas “montarias”, devem ter saudades desta gloriosa tradição. Pelos menos assim, o “maridinho” provava-lhes, que sempre é mais homem que o padeiro. Hoje em dia, ficam na dúvida, se não é o “maridinho” que anda a amassar o padeiro. Seja como for, caça e touradas são actividades para imbecis. Se por acaso está ler isto, e gosta destas actividades, lamento imenso. Garantiram-me que esta plataforma informática era á prova de idiotas, mas parece que não é o caso, e você sempre conseguiu entrar. Esteja descansado, clique Aqui, que vai ser automaticamente redireccionado para o site da Festa Brava da RTP. Ora bolas, não me diga que clicou mesmo. Ainda é mais idiota do que eu pensava. Bom, não se zangue, afinal isto não é nenhuma tourada, se estivesse no lugar do touro ficava muito pior, dê uns bons tiros, mas com a sua câmara. Boas fotos. OPV              

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Avatar, Vampiros e o chupacabras Zé-Zé Camarinha.  (Kultura) Inserido Monday 25 January 2010 23:09

"O cinema é o modo mais directo de entrar em competição com Deus."
(
Federico Fellini)

AVATAR, um filme moderno encaixado numa história antiga. O filme é tecnicamente sofisticadíssimo, mas a história é a da carochinha, uma carochinha ecologicamente correcta, mas mesmo assim carochinha. Uma história de índios e cowboys que decorre no futuro. A grande diferença é que desta vez são os índios que ganham. A narração em off não se encaixa muito bem nesta novíssima tecnologia, e esta historia não precisava de 160 minutos para ser contada. A ambição do realizador é desmedida, e James Cameron passa de rei do mundo para deus do seu próprio planeta. Com isso, Cameron consegue irritar o Vaticano, os chineses, a direita americana e sabe-se lá quem mais. É obra. A história do filme é simples e velha, remetendo para outras produções, enquanto o aparato tecnológico é novinho em folha. Ora, meter um jovem imberbe na cama duma velha, não dá bons resultados. A velha não rejuvenesce mas o jovem envelhece prematuramente. Pois é isso mesmo que se passa com Avatar. Quase que chorava ao lembrar-me do John Wayne e do seu cavalo. Talvez esteja a ser cínico, e haja mesmo gente que saia da sala com vontade de chorar, quando “vê” o que a raça humana é capaz de fazer, quando se confronta com culturas diferentes, ou com a própria natureza. Mas isso já tem a ver com a condição humana, e não com o cinema. Será que vale a pena ir ver o filme? Provavelmente sim, porque é um filme tecnologicamente revolucionário, no entanto, essa nova experiencia está mais na maneira como vemos o filme do que na obra em si. A revolução afinal, está na nossa maneira de olhar. Mas o melhor mesmo, talvez seja aguardar pela versão porno de Avatar, prometida pela Hustler. Esse sim, vai ser um filme do car*#*#…

VAMPIROS! Mas que raio se passa na cabeça daquela malta de Hollywood? Durante muito tempo os ocidentais tinham a firme convicção que a Bolywood indiana era foleira, mas hoje em dia já não sei qual das duas é pior, se Hollywood ou Bolywood. Senão vejamos, entre filmes de catástrofes e aproveitamentos de heróis da banda desenhada como Batman e Homem Aranha, series e mais series sobre hospitais e policias sofisticados, a Meca do cinema virou-se outra vez para os vampiros. Vampiros? Em 2010 ainda andamos a levar com lendas medievais? Está tudo doido? Ainda por cima mal filmados. No filme Crepúsculo, alem dos vampiros serem todos bonitinhos, estúpidos e sem sentido de humor, os erros são às dezenas, com o aparecimento de equipamentos e membros da equipa técnica, com microfones reflectidos em vidros, barulho de chuva e tempo seco, tempos errados e sequencias erradas, e sabe-se lá que mais.

COMO se não basta-se, agora também vamos ter vampiros portugueses saídos directamente da tumba da TVI. Estão a gozar? O Rogério Samora vampiro? Phonix, que nem eu tinha imaginação para tanto. Vampiros portugueses só se forem vampiros da uva, como diz o outro. Mas que há por aí uns tipos que não bebem sangue, mas que chupam euros como quem bebe leitinho, lá isso há. São também capazes de chupar outras coisas, mas não há espaço neste blogue para essas ordinarices. Estas merdas cinematográficas e televisivas, são feitas para adolescentes estúpidas, cujos pais deveriam ser presos e condenados a trabalhos forçados no castelo do tio Drácula em Sintra. A putativa escritora Stephenie Meyer deveria embarcar no mesmo cruzeiro do J. R. S. e já agora os responsáveis da TVI também. Mas afinal não há por aí nenhum vampiro que despache estes tipos? Ou então que me despache a mim? Por misericórdia, para eu não ter que assistir a mais demonstrações de imbecilidade por parte da minha espécie. Eu sei que o meu sangue é azedo, mas prometo que não dou muita luta. 

ONDE É que eu já vi este filme? Darling, put the cream…Quem é que no seu perfeito juízo quer ir aprender inglês no Wall Street Institute com o Zé-Zé a fazer este tipo de publicidade? Até posso estar enganado, e os jovens lusitanos queiram aprender pérolas de sabedoria em inglês, como estas que vem no livro do Zé-Zé - o ultimo macho man português; “are you fine? Do you want fuck? Without english, you´re done au beef, you speak english, tou desenrascate best”. No livro, como bónus, vem conselhos úteis sobre o uso da tanga, a pratica de ginástica na praia, e nunca, mas mesmo nunca, ir para a cama com as portuguesas. Este homem é um sábio, e alem de poliglota é um génio da diplomacia. A desgraça do homem português é precisamente a mulher portuguesa, ou será o contrario? O WS Institute está enganado, na vida real quem é que precisa de saber mais alguma coisa de inglês do que o básico e essencial “Do you want fuck?”. Isso chega e sobra. Tudo o resto é acessório e dispensável. Nesta história, duas coisas são certas; 1ª- lá de línguas e buracos percebe ele. 2ª- os responsáveis do WS Institute não devem estar bonzinhos da cabeça. Fuck this shit. OPV 

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